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Sitiado: Uma casa também para veganos

No alto do Sítio da Nazaré, o restaurante que ficou conhecido pelas tábuas e petiscos à base de carne renova o menu e garante espaço para a proteína vegetal

Quando o calendário marcar o dia 16 deste mês, o alimento servido à mesa vai estar em foco no mundo. É nesta data, desde 1981, que se comemora o Dia Mundial da Alimentação, com o objetivo de debater questões sobre nutrição e alimentação. Do alto do sítio da Nazaré, Wilson Ferreira é provável que não saiba disso. Mas à frente da gestão do Sitiado há seis anos, as suas decisões de trabalho vão diretamente ao encontro desta causa.
Dos queijos às carnes, tudo servido na casa passa pela seleção do empresário que, por gosto próprio, mergulhou nos processos de produção. Por curiosidade, visitou quase 100% dos produtores de queijos com os quais trabalha e faz questão de receber, por peça, as carnes que não chegam via rota tradicional comercial. “Eu conheço o processo porque lá estive”, conta o gerente, acrescentando que a cada ano está mais decidido a investir na relação com os pequenos produtores.

Desde 2013, quando inaugurou o restaurante especializado em petiscos e avesso às comparações clássicas da Nazaré – “não fazemos sardinha assada, não fazemos caldeirada, não fazemos peixe grelhado” –, Wilson tem mantido a filosofia de investir em experiências para os comensais. “Nós não queremos só o ‘é bom’. Nós queremos o ‘é fantástico’”, resume o pensamento que o fez ir atrás de soluções para muitos dos turistas e locais que chegavam à procura de alternativas vegetarianas e veganas.

“Nós queríamos introduzir novos pratos, mas que não fugissem ao conteúdo e àquilo que a casa tem para oferecer”, conta sobre a ideia que determinou a escolha por um hambúrguer feito exclusivamente de proteína vegetal, sobretudo a de ervilha, sem soja ou glúten. Produzido pela marca Beyond Meat, a receita é feita nos Estados Unidos e carrega os títulos de “primeiro burger plant-based do mundo” e “proteína do futuro”. “Desde que fazemos o hambúrguer a venda tem crescido de uma forma que nós próprios ficamos um bocado surpresos”, relata o empresário que, a partir de sexta-feira, 4, passa a apresentá-lo de forma fixa na ementa. “Ele é quase tão vendido como os best-sellers”, completa, para citar receitas como os panados de polvo e os ovos rotos de bacalhau. O que diferencia esta de tantas outras versões à base de vegetais? O aspeto e o sabor. “Sabe mesmo a carne”, garante Wilson Ferreira, ainda impressionado.

 

A opção 100% vegana pode vir servida no pão ou no prato, sempre com as famosas cascas de batata frita do restaurante. Mas para além de ser solução para quem não come ou não quer pedir carne, a receita serve para diminuir impactos ambientais e, gradualmente, propor mudanças a nível de alimentação visto que, para produzir um quilo de carne são necessários mais de 15 mil litros de água. Os dados são da plataforma Water FootPrint e não consideram outros pontos como desmatamento e emissão de gases. “Se calhar, vai ser o primeiro de outros que vamos introduzir”, adianta Wilson.

Sitiado

Encerra às terças
Rua Amadeu Gaudêncio, nº 2, Nazaré – 262 087 512
Preço médio:15-20 euros
Grupos: Até 10 pessoas

 

Jessica Germano
Jornalista
jessica.m.germano@regiaodeleiria.pt

Fotos: Visitfoods e JG

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