O lago artificial do Parque das Caldas da Rainha foi esvaziado para se efetuar a limpeza e reparação do habitat de peixes, cágados e patos, temporariamente deslocados e mantidos à guarda da junta de freguesia responsável pela obra.

A água do lago “foi retirada no âmbito da manutenção que é feita de dois em dois anos para se efetuar uma limpeza mais profunda e a reparação de fissuras que vão surgindo no fundo”, disse hoje à Lusa Vítor Marques, presidente da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, responsável pela manutenção do Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha.

A obra contempla “a retirada de lamas e detritos que se depositam no fundo do lago, como folhas, ramos e resíduos da comida que as pessoas dão aos peixes e aos patos”, a limpeza do tanque e, segundo o autarca, “a impermeabilização das fissuras com material próprio”.

A empreitada, feita por funcionários da junta e por trabalhadores dos Serviços Municipalizados das Caldas da Rainha (SMAS), é sempre iniciada em janeiro e demora habitualmente cerca de dois meses, durante os quais “os peixes e cerca de seis cágados, já de alguma dimensão, são acondicionados em depósitos com oxigenação e alimentados por pessoas destacadas diariamente”.

Em anos de muito peixe no lago, aquando do despejo da água, alguns dos peixes são oferecidos à população, o que este ano não se verificou.

“Os peixes são poucos”, disse Vítor Marques, explicando que isso gera “outras duas baixas na fauna do lago, que, quando há muito peixe, é visitado por corvos marinhos e uma garça que ali procuram alimento”.

A cargo dos funcionários da junta fica ainda a alimentação e tratamento dos cerca de 50 patos [canadenses, reais e mandarins], dos quatro cisnes pretos e dois brancos e dos seis pavões que povoam o parque e o lago.

“Há anos em que, quando o lago está vazio, alguns patos voam em busca de outros locais com água para se banharem, mas este ano ainda não se registou nenhuma baixa”, afirmou Vítor Marques, expectante de que, dentro de uma semana, “o lago comece gradualmente a ser reabastecido de água e a vida dos animais volte à normalidade”.

A manutenção bianual do lago tem um custo estimado de cerca de 15 mil euros (já com o tratamento das lamas) e insere-se num protocolo entre a Câmara das Caldas da Rainha e a União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, para a gestão e manutenção do Parque D. Carlos I e da Mata Rainha D. Leonor.

A gestão dos dois espaços conta com um orçamento anual de 200.000 euros, assegurados pela câmara, que desde dezembro de 2015 é responsável pelo património termal [em que o parque e a mata se inserem] cedido pelo Estado.