Uma empresa do sector dos plásticos está a produzir 50 mil “kits” de proteção individual, destinados a profissionais de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do Concelho de Leiria, no âmbito do combate à pandemia Covid-19.

A Plasgal, localizada na freguesia da Barosa, “possui uma capacidade de produção de 10 mil unidades por dia” e foi reorganizada de forma a responder a esta encomenda efetuada pelo Município de Leiria.

Nesse sentido, “constituiu três equipas, que envolvem 21 pessoas, divididas em três turnos, assegurando a laboração de 24 horas por dia”, explicou o diretor-geral da empresa, Paulo Almeida, citado num comunicado da autarquia.

Os “kits” em plástico “oferecem uma proteção completa do corpo, reforçando as condições de segurança a quem está na linha da frente no apoio à população ou se encontra em situação de maior fragilidade”, adianta.

Entretanto, o Movimento Maker Portugal (MMP), fundado pelo leiriense Bruno Horta, revelou esta quarta-feira, dia 1, que “já produziu e ofereceu cinco mil viseiras aos profissionais que estão na linha da frente”, entregues ao Município de Leiria (IPSS), Centro Hospitalar de Leiria, corporações de bombeiros do concelho, Universidade de Coimbra e para a região de Lisboa.

“Continuaremos a produção em grande escala para o Município de Leiria, com destino aos lares, supermercados e outras entidades que delas necessitem. O nosso objetivo é garantir proteção ao maior número de pessoas”, explica Bruno Horta.

A produção das viseiras resulta de uma parceria que envolve diversas empresas, que suportam os custos. “Na Plastidom está a ser efetuado o fabrico, montagem e distribuição das viseiras; a NV Uniformes ofereceu os elásticos, Sérgio Martins desenhou o molde, Luís Tavares, da 3DTav, fabricou e ofereceu o molde; a TUCAB ofereceu 100 quilos de filamento e muitos leirienses ofereceram os acetatos”, adianta o fundador do MMP.

“A nossa esperança é que a indústria pegue nisto e tente criar versões homologadas que garantam o fornecimento sustentado ao país”, refere Bruno Horta, adiantando que o MMP “já recebeu pedidos que correspondem a 32 mil unidades”. “Acho que temos capacidade de produzir em Portugal sem recurso à importação, resolvendo dois problemas: da saúde e da economia”, concluiu.