O grupo Iberomoldes anunciou esta quarta-feira, dia 1, que poderá fabricar “1.500 a 2.000 viseiras por dia” para distribuir, numa fase inicial, pelos profissionais de saúde da região de Leiria.

A solução começou a ser desenhada depois de Joaquim Menezes, presidente do grupo Iberomoldes, falar com uma médica amiga: “Estavam a improvisar máscaras para o atendimento nas urgências; apercebi-me imediatamente que não era um bom sistema – nem seguro, nem sustentável ”, revela em comunicado.

“A proposta de modelo começou a ser desenhada durante o fim de semana [passado]; entretanto as primeiras peças foram já fabricadas e, neste momento, os ensaios para aperfeiçoamento estão a decorrer, com validação por parte de equipas de profissionais de saúde”, adianta a empresa.

“Pretendemos que sirva as necessidades concretas e imediatas. O rigor que caracteriza o nosso trabalho obriga-nos a testes e à avaliação de quem as vai usar no dia a dia”, explica Joaquim Menezes.

“Após a validação final, será possível fabricar cerca de 1.500/2.000 viseiras por dia, que serão distribuídas, inicialmente, pelos profissionais de saúde da região – nomeadamente no hospital de Leiria, mas os pedidos já estão a chegar de todo o país”, segundo a Iberomoldes, que tem sede na Marinha Grande.

O presidente do grupo “aproveita para esclarecer que não está a produzir zaragatoas, ao contrário do que foi divulgado por alguns meios, precisamente devido ao rigor com que se dedica aos projetos. Neste momento tem conhecimento, matéria prima, pessoas e ferramentas para fazer viseiras – é este o seu contributo imediato.”

O grupo Iberomoldes, criado em 1975, é constituído por 10 empresas, integrando cerca de 1.500 funcionários em três países.