O Município de Leiria está a preparar o desconfinamento com uma aposta na economia local e com o objetivo de afirmar a marca “LeiRia”, com destaque para o ‘R’, de marca registada e recuperação.

O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, explicou à agência Lusa que a marca “é uma nova maneira de estar e encarar o regresso, após o período de confinamento”.

“Apostámos nos produtos da região. A máscara e as viseiras que estamos a oferecer, desde o ‘design’ gráfico à produção, são de Leiria. Todo este conceito está associado à nova dinâmica comercial”, acrescentou.

O autarca salientou que o ‘R’, que foi eleito como a “letra mais importante da palavra Leiria, tem a ver com o querer afirmar Leiria como uma marca e, portanto, o ‘R’ é de marca registada”.

“Só uma marca forte consegue vencer a crise. É também o ‘R’ de recuperar e relançar a economia. A marca Leiria tem de ser vendida e consumida na região. Quem conseguir vender e consumir dentro do seu próprio território vai sair mais rápido da crise”, insistiu Gonçalo Lopes.

Nesta filosofia, o Município lançou ainda o programa Leiria Vale, para apoiar as famílias que perderam rendimentos devido ao desemprego ou ao lay-off.

“Imprimimos cerca de 100 mil euros da moeda ‘Leiria Coin’. Sabemos que 100 mil euros não resolvem os problemas de um concelho tão grande como o nosso, mas sempre são 100 mil euros que são injetados na economia local”, frisou.

Segundo explicou, estes vales são entregues às famílias para adquirirem produtos nas lojas aderentes no concelho. Os comerciantes aceitam esta moeda como válida.

“Semanalmente, poderão trocar esses vales por euros na Câmara. Através deste sistema, temos a certeza de que as pessoas de Leiria compram em Leiria, sobretudo em estabelecimentos comerciais mais pequenos”, disse Gonçalo Lopes.

O presidente revelou ainda que, “cumprindo com as regras de contratação”, tem sido feito “um esforço” para “tudo o que a autarquia compre seja de Leiria”.

“Quanto mais pessoas aderirem a este conceito mais rápido sairemos da crise”, insistiu.

Gonçalo Lopes anunciou que, nos 45 dias de estado de emergência, o Município investiu “cerca de um milhão de euros, que inclui o donativo de 100 mil euros ao hospital para a compra de ventiladores”.

“Em maio, gastávamos aproximadamente este montante na feira. Não se gasta na Feira de Maio, gasta-se com a saúde das pessoas.”