O último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelado este domingo, dia 14, indica que Portugal regista 1.517 mortes relacionadas com a Covid-19, mais cinco do que no sábado, e 36.690 infetados, mais 227,

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado o maior número de surtos, a pandemia de covid-19 atingiu os 14.828 casos confirmados, acima dos 14.622 casos totalizados até sábado.

Na região, o concelho de Caldas da Rainha registou desde este sábado 15 novos casos positivos de Covid-19, enquanto Óbidos conta com mais oito e Alcobaça mais três.

Estes 26 novos casos elevam para 513 o total de casos confirmados na região (distrito de Leiria e concelho de Ourém) desde o início da pandemia. As autoridades de saúde contabilizaram ainda duas recuperações, uma em Óbidos e outra em Leiria, num total que sobe para 338.

Fernando Tinta Ferreira, presidente da câmara das Caldas da Rainha, abordou em comunicado o que considera um “aumento excecional de casos”, referindo tratar-se de uma “situação esperada” dado decorrer de “focos específicos, identificados, associados ao contexto profissional de pessoas do concelho que trabalham noutras localidades e, também, a pessoas de outros concelhos que desenvolvem a sua atividade cá”.

O autarca afasta para já “um cenário de transmissão comunitária e generalizada”, acrescentando a informação prestada pelas autoridades de saúde que confirmam um surto entre “trabalhadores migrantes que trabalham para uma empresa de trabalho temporário, ligada ao sector agrícola, com residência temporária nos concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos, não tendo qualquer relação com transmissão comunitária nestes dois concelhos”.

Segundo Tinta Ferreira, que volta a apelar à população para o cumprimento da orientações de segurança sanitária da Direção-Geral da Saúde, os trabalhadores estão em “devido confinamento” sob vigilância das autoridades de saúde pública e proteção civil.

Já sobre os novos oito casos sinalizados no concelho de Óbidos, Humberto Marques, presidente da câmara municipal, considera em comunicado “injusto” que se atribuam estes casos ao concelho pelo facto de o contágio ter acontecido “num concelho vizinho, local onde estas oito pessoas, trabalhadores temporários na agricultura, estavam a laborar, estando, parte delas alojadas no concelho de Óbidos”

Segundo o autarca, “a contabilização de casos positivos é feita no local onde a doença foi contraída e, neste caso, foi num outro concelho”. “Não estamos aqui numa competição entre concelhos e muito menos numa luta para ver quem tem mais ou menos casos, mas não é justo atribuir a Óbidos casos positivos que não tem”, realçou, citado na mesma nota.

“Incompreensivelmente vimos o registo destes oito casos de COVID-19 no nosso concelho de trabalhadores que não têm qualquer relação de domiciliação fiscal neste território, mas antes, na área metropolitana de Lisboa”, acrescentou Humberto Marques, dando conta de que, a exemplo do que sucede com os casos de Caldas da Rainha, os novos, que “se encontram assintomáticos”, estão em regime de quarentena e sob vigilância das autoridades.