A poeta e dramaturga Regina Guimarães é a convidada de segunda sessão de poesia pós confinamento, que o Teatro da Rainha leva, no próximo dia 16, à sua sala estúdio, nas Caldas da Rainha.

“Ouvir poemas da sua autoria” e “saber mais sobre o percurso da convidada” é a proposta do Teatro da Rainha para a sessão com Regina Guimarães.

A dramaturga estará nas Caldas da Rainha, no dia 16, a participar no ciclo de poesia “Diga 33”, que a companhia residente da cidade promove desde 2018 numa parceria com o poeta e ensaísta Henrique Manuel Bento Fialho, programador das sessões que acontecem todas as terceiras terças-feiras de cada mês.

O ciclo de poesia, que no dia 2 marcou, com uma sessão excecional, o regresso da companhia à atividade após o confinamento imposto pelas medidas de prevenção da pandemia da covid-19, regressa agora à programação com a presença de Regina Guimarães.

A autora recentemente acusou o Teatro Municipal do Porto de censura, por não ter distribuído uma folha de sala com um texto seu (facto que a direção do teatro assumiu posteriormente como “erro”, mas sem intenção de censura), e lançou um manifesto contra o assédio laboral aos artistas, além de se ter demitido do Conselho Municipal de Cultura do Porto.

Nascida no Porto, em 1957, Regina Guimarães é poetisa, cineasta, dramaturga, letrista, professora universitária e fundadora da editora Hélastre.

Com uma vasta obra na poesia e na dramaturgia, tem também desenvolvido trabalho como encenadora.

A sessão, com início às 21h30, decorrerá com a lotação da sala reduzida a cerca de 20 lugares, para cumprir as regras de afastamento social, sendo obrigatória a reserva de lugar.

A par do ciclo de poesia, a companhia retomou a atividade com os os ensaios de “O Discurso do Filho da Puta”, de Alberto Pimenta, que se estreará no dia 24 de junho.

Trata-se de uma realização coral conjunta de Miguel Azguime e Fernando Mora Ramos, numa versão mais experimental, e que contará com a participação dos coristas ‘performers’ Cibele Maçãs, Mafalda Taveira, Nuno Machado e Fábio Costa.

A ‘performance’ deveria ter sido integrada no espetáculo de rua “Ilha dos Cravos”, que a companhia planeava apresentar no dia da cidade, 15 de maio, mas que foi cancelado, devido à pandemia.