É a mais recente atração da freguesia de Alburitel e, nestes dois meses de existência, já conta várias histórias: dois pedidos de casamento, um passeio pedestre para observar a Lua cheia a partir dali, e uma paisagem a perder de vista.

Chega-se por entre um trilho na natureza. Acompanham-nos as cigarras neste final de tarde quente e, ao longe, ouve-se o burburinho de crianças divertidas. Lá em cima, a brisa, ainda assim, é quente. Estamos no Baloiço do Talegre, (do marco geodésico com este nome) um baloiço de madeira gigante que tem trazido ali milhares de pessoas.

Ricardo Bento, João Gonçalves e Francisco Sousa

“Isto é brutal”, comentava um adolescente com familiares enquanto se baloiçava. Um outro miúdo pedia que o empurrassem mais depressa. A família está a partilhar em direto nas redes sociais o momento.

O baloiço não pára. Há casais jovens com filhos menores, mas há também um casal de namorados e duas amigas, no fim de tarde em que o Região de Leiria ali esteve.

Mas também pessoas a praticarem desporto, de bicicleta e em corrida, num dos trilhos que pode percorrer até ao Talegre. Lá em cima, uma vista panorâmica de uma paisagem deslumbrante, sendo aconselhável uma ida perto do pôr-do-sol, se gosta de tirar fotografias.

Dois pedidos de casamento

Foi inaugurado a 16 de Maio e dois meses depois, os amigos reconhecem que nada os fazia prever tamanho sucesso. “Está muito acima das expectativas”, revela João Gonçalves, corroborado por Ricardo Bento.

Trouxe “esta gente toda e veem aquilo que nós vemos”, uma paisagem deslumbrante. Os pedidos para que estes amigos lhes apresentem este local sucedem-se. Até mesmo quem mora perto e não conhecia, fica “fascinado”. O espaço tem tanto encanto que foi o local de dois pedidos de casamento.

De refúgio a ex-libris

O Talegre era uma espécie de refúgio onde habitualmente os três jovens, João Gonçalves, Ricardo Bento e Francisco Sousa se encontravam.

A vontade de partilhar com outros o local e dinamizar a freguesia fê-los pôr mãos à obra, com o apoio de 15 voluntários e muitos outros apoios.

Durante dois sábados, recorda Francisco Sousa, o trabalho foi árduo, concluído já numa noite “às três da manhã”, com a instalação de um dos três bancos onde os visitantes podem descansar enquanto apreciam a paisagem.

Lucília Oliveira