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Leiria

Ampliação do Centro Hospitalar de Leiria é uma prioridade da região centro

Considerada prioritária por oito comunidades intermunicipais

A ampliação do Centro Hospitalar de Leiria é um dos oito investimentos considerados prioritários pelas comunidades intermunicipais (CIM) da Região Centro, segundo um documento que aprovaram na quarta-feira, dia 4, em Coimbra, que prevê um investimento global de mil milhões de euros.

Nos investimentos considerados prioritários, cinco são na área da saúde: ampliação e qualificação do Hospital de Aveiro, a criação do Centro Oncológico no Centro Hospitalar Viseu/Tondela e criação e reforço da rede de psiquiatria e de cuidados continuados, construção da nova maternidade de Coimbra, novo hospital do Oeste e beneficiação e ampliação do Centro Hospitalar de Leiria.

Na lista encontram-se dois projetos na área das acessibilidades, com a construção do IC31 (Beira Baixa) e da ponte de Constância/Abrantes, com ligação ao IC9, e um no sector tecnológico, com a criação de uma rede de alta conectividade em baixa densidade (Beiras e Serra da Estrela).

Por iniciativa da CIM da Região de Leiria, a intervenção de beneficiação do hospital de Leiria foi “considerada um dos oito projetos âncora para a região centro, que assim reclama uma maior participação na gestão e execução do PRR, um pacto financeiro que deverá contribuir para a recuperação do todo nacional, contribuir para a coesão territorial e não apenas orientando para um ou dois mega projetos anunciados”, defendeu Paulo Batista Santos, vice-presidente da CIM da Região de Leiria.

“A região de Leiria, pela sua dinâmica empresarial e social está a ressentir-se gravemente ao nível do emprego e da atividade económica, bem assim em áreas essenciais à população como sejam o acesso aos serviços hospitalares e também nos cuidados de saúde primários, com a suspensão da atividade de vários centros de saúde, pelo que é urgente orientar mais recursos para estes objetivos”, adiantou Paulo Batista Santos.

“É um momento importante, mas mais do que isso é um momento político da maior relevância para que o centro conte mais num país onde a centralidade em termos de disputa financeira está muito à volta de Lisboa e Porto”, referiu Ribau Esteves, presidente da CIM da Região de Aveiro, no final do conselho regional das oito CIM do centro.

“Estamos numa fase muito importante de ajudar o Governo a definir com exatidão os projetos que vão ser financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e, por isso, fizemos um exercício de concertação das oito comunidades e decidimos qual é a prioridade por cada uma das comunidades”, disse Ribau Esteves.

Para o presidente da CIM da Região de Aveiro, os oito projetos apresentados “têm de estar nas opções do PRR” para a região Centro, que representa 20% da população nacional e 30% da área territorial.

O documento aprovado segue agora para o Presidente da República, Governo e Assembleia da República, no sentido de afirmar que “as oito CIM entendem que a região deve ter uma voz e um papel ativo na definição/aplicação dos recursos do PRR, defendendo que é altura de colocar o território a determinar as grandes prioridades de investimento e a consequente distribuição de verbas”.