A arte vidreira, com ligação ao universo natural do Pinhal do Rei, está em destaque nas três obras que marcam a paisagem urbana da Marinha Grande, fruto do trabalho dos artistas Robot, Nuno Viegas e Ricardo Romero para o festival Sopro.

Esta semana o município apresentou a segunda intervenção realizada para o festival: uma pintura num edifício no Casal de Malta, em homenagem precisamente à arte vidreira.

A pintura intitula-se “Clarão” e tem coautoria dos artistas Nuno Viegas e Ricardo Romero.

Nuno Viegas pintou as mãos que seguram uma folha de papel “sobre” a qual Ricardo Romero reproduziu uma fotografia de época.

O título da obra e a imagem histórica que convoca, fazem referência à tradição do vidro enquanto uma matéria-prima essencial para o desenvolvimento socioeconómico da Marinha Grande desde os seus primórdios até à contemporaneidade.

No trabalho há uma referência discreta ao património natural do concelho: do sopro do artesão que cria uma peça em vidro sai um pássaro. Segundo os autores, trata-se de uma metáfora, “não só para a importância da matéria-prima em uso, mas também, à semelhança da primeira intervenção, uma referência à natureza”.

A primeira pintura terminada, “Perseverança”, está na torre do quartel dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande e tem assinatura de Robot e Ricardo Romero.

É um tributo aos homens e mulheres que colocam a vida em risco para combater as chamas e ajudar os outros, sem pedir nada em troca. Também nela surge um elemento surpresa: um coelho, da autoria de Ricardo Romero, remete para a memória do Pinhal do Rei.

A terceira intervenção prevista também já está concluída. Em exposição no Museu Joaquim Correia está uma escultura do artista Ricardo Romero, que será colocada na pala do Teatro Stephens no dia 20 de novembro, caso as condições climatéricas o permitam, avança a Câmara Municipal da Marinha Grande.