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Covid-19

Surto com duas dezenas de infetados detetado em lar no concelho de Porto de Mós

Lar conta atualmente com 19 casos confirmados, dos quais uma dezena são de profissionais.

Amostra de sangue infetado com coronavírus

Foram detetadas quase duas dezenas de infeções por Covid-19 no lar da Associação de Bem-Estar da Cruz da Légua, na freguesia de Pedreiras, Porto de Mós.

De acordo com Jorge Vala, presidente da Câmara de Porto de Mós, o surto no lar da instituição conta atualmente com 19 casos confirmados. Do total de casos já conhecidos, uma dezena são de profissionais que prestam serviço na instituição, sendo os restantes utentes.

No entanto, de acordo com o autarca, não são conhecidos os resultados dos testes a todos os profissionais da instituição, ao contrário do sucedido com os utentes.

“Dos profissionais ainda não temos o resultado na sua totalidade, dos utentes sim, foram todos testados”, adiantou Jorge Vala aos deputados municipais, na sessão da Assembleia Municipal que ocorreu na noite desta sexta-feira, dia 4.

“Vamos voltar a testar, na próxima semana, a totalidade dos utentes quer os positivos que os negativos”, acrescentou.

Sem notícia de casos graves em consequência deste surto, o presidente da Câmara de Porto de Mós referiu que foram tomadas diversas medidas para fazer face à situação, incluindo a disponibilização de testes rápidos e a desinfeção de espaço interiores e exteriores da instituição.

A proximidade do recente surto ocorrido num lar em Minde, no vizinho concelho de Alcanena, também provoca preocupação às autoridades municipais de Porto de Mós.

“Sofremos muito e ainda estamos a sofrer com o impacto do problema do lar de Minde, porque temos um número significativo de utentes na instituição e também profissionais.  Temos profissionais da freguesia de São Bento, Mira de Aire e de Alvados e Alcaria”, frisou Jorge Vala.

A ausência de delegado de saúde no concelho, foi sublinhada pelo presidente da Câmara de Porto de Mós, que admite que, atualmente, o rastreamento e vigilância de casos suspeitos de Covid-19 seja bem inferior ao registado na primeira vaga.

Esta situação “deixa-nos muito preocupados”, referiu. “Reconheço o trabalho incansável dos profissionais de saúde pública de Leiria [que atualmente prestam apoio ao concelho] e estão a dar o seu melhor. Mas em cinco municípios da região, três não têm delegado de saúde e isso não pode ser”, reforçou.

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