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Cultura

Museus da candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura procuram respostas para a pandemia

Há mais de meia centena de espaços museológicos nos 26 municípios envolvidos na candidatura.

Os museus que integram a candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura 2027 promovem a partir de segunda-feira, 8 de março, a reflexão “Reimaginar os museus a 26”, à procura respostas para o contexto pandémico.

O mote é o tema do Dia Internacional dos Museus definido pelo ICOM – Conselho Internacional dos Museus para este ano, “Futuro dos museus: recuperar e reimaginar”, e o ciclo de encontros ‘online’ procura envolver os mais de 50 espaços museológicos dos 26 municípios associados à candidatura representada pela Rede Cultura 2027.

“Neste contexto de crise pandémica, ‘reimaginar os museus’ impunha-se que fosse uma tarefa a 26, ou seja, a partir da realidade dos 26 concelhos que integram a candidatura de Leiria a Cidade Europeia da Cultura 2027”, explica a equipa do projeto “Reimaginar os Museus a 26”. 

O público também é convidado a pronunciar-se nas cinco sessões agendadas, porque se procura “uma reflexão a várias vozes” e “não apenas de e para especialistas”:

“Importa que os museus deem também voz aos seus públicos. Pretende-se também perceber a sensibilidade do(s) público(s) e o que esperam dos museus, enquanto cidadãos e comunidades, permitindo uma reflexão crítica sobre o papel da cultura e da arte nas suas vidas”.

A resposta à pandemia terá de passar pela “revisão das metas de uma programação cultural” que aponte para a “recuperação do número de visitantes” mas, sobretudo, “privilegie a proximidade com os públicos e as relações de vizinhança, de longa duração”.

Num quadro onde surgem por vários cenários de crise, os representantes da Rede Cultura 2027 querem discutir um conjunto de temas que “estão na génese do projeto europeu”, a propósito dos quais vão intervir especialistas em museologia e também das áreas social e cultural. 

Internamente, os encontros vão procurar reforçar a perceção da importância dos museus no território da candidatura, onde existe “desde o museu reconhecido fora de portas, como o museu de gabinete, que é o segredo melhor guardado para quem já o pode descobrir”. 

O ciclo é transmitido pelo Facebook da Rede Cultura 2027 e inicia a 8 de março, com o tema “Solidariedade e Cooperação, Redes e Conexões: a possibilidade do encontro e da partilha” e os convidados Encarna Lago González, diretora da Red Museística da Diputación Provincial de Lugo, da Galiza, e Clara Camacho, técnica superior da Direção-Geral do Património Cultural.

“Liberdade, participação e inclusão” lança a discussão na sessão de 15 de março, enquanto a 22 de março o programa versa sobre “Museus, sustentabilidade e responsabilidade”. 

Dia 29 de março a Rede Cultura 2027 discute “O digital como forma de conexão”, terminando a 5 de abril com “Identidade e diversidade. Da comunidade à Europa, uma herança comum”. 

Entre outros participantes, destaque para o contributo de referências como o italiano Massimo Negri, diretor do European Museum Academy, ou o francês Jean-Michel Tobelem, diretor do instituto Option Culture.

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