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Cultura

Menino do Lapedo já é “tesouro nacional” e Mosteiro de Coz “monumento nacional”

Classificação foi aprovada na quinta-feira em reunião do Conselho de Ministros dedicada à Cultura

O esqueleto da Criança do Lapedo e os artefactos arqueológicos associados, descobertos em 1998 no Abrigo do Lagar Velho, em Santa Eufémia, Leiria, foram classificados como bem de interesse nacional e receberam designação de “tesouro nacional”.

A classificação, aprovada na quinta-feira em Conselho de Ministros, surge precisamente um ano depois da proposta formalizada pela Direção-Geral do Património Cultural (DPGC), que iniciou o processo por considerar a proteção e valorização do achado “valor cultural de significado para a Nação” na sequência do pedido avançado em dezembro de 2018 pelo Museu Nacional de Arqueologia, onde se encontram depositados.

O esqueleto tem 29 mil anos e a sua descoberta constituiu um acontecimento marcante no seio da paleoantropologia internacional, por se tratar do primeiro enterramento Paleolítico escavado na Península Ibérica

Na quinta-feira, a Igreja de Santa Maria de Coz e parte do antigo dormitório e restantes dependências do Mosteiro de Santa Maria de Coz, no concelho de Alcobaça, foram por sua vez elevados a “monumento nacional”, pelo seu reconhecido interesse “enquanto testemunhos notáveis de vivências ou factos históricos” 

Para o município de Alcobaça, a nova classificação do Mosteiro de Coz, que já era de “interesse nacional”, constitui uma decisão histórica para todo o concelho, e faz justiça ao monumento.

“ O legado cisterciense no nosso território é imenso, mas, em termos de perceção pública, estava circunscrito ao Mosteiro de Alcobaça, Património da Humanidade. Com esta decisão do Governo, faz-se justiça ao Mosteiro de Coz, ao concelho e a esse mesmo legado cisterciense”, refere a autarquia em comunicado, acrescentando que a decisão irá permitir a apresentação de candidaturas a “fundos para as necessárias obras de reabilitação e de preservação, nomeadamente na sua zona envolvente, de modo a modernizar o acolhimento dos seus visitantes”.

Fundado no século XIII, o Mosteiro de Santa Maria de Coz tornou-se, no século XVI, num dos mais ricos mosteiros femininos da Ordem de Cister em Portugal

A candidatura a Monumento Nacional foi submetida pelo Município em 2015 ao Ministério da Cultura, tendo o procedimento de reclassificação sido aberto pela Direção-Geral do Património Cultural em março de 2017, recorda a Câmara na mesma nota de imprensa.

Já os mosteiros de Alcobaça e da Batalha e o Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha integram a lista de 46 museus e monumentos e de três teatros nacionais, cuja requalificação foi considerada prioritária por indicação do Ministério da Cultura e cuja conservação foi incluída no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

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