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Porto de Mós

Movimento independente AJSIM decide não concorrer nas próximas eleições autárquicas

Em 2017, o movimento concorreu à Câmara de Porto de Mós apresentando Albino Januário – ex-número dois do executivo socialista liderado por João Salgueiro – tendo conseguido eleger dois vereadores

O movimento independente AJSIM, de Porto de Mós já decidiu: não vai concorrer nas próximas eleições autárquicas.

A decisão foi tornada pública esta tarde, em comunicado. O movimento faz uma avaliação negativa da atual maioria na Câmara de Porto de Mós, mas aponta o dedo às mudanças legislativas que dificultaram a tarefa aos movimentos independentes.

O AJSIM, em 2017, concorreu à Câmara de Porto de Mós apresentando Albino Januário – ex-número dois do executivo socialista liderado por João Salgueiro – tendo conseguido eleger dois vereadores, conquistar uma Junta de freguesia e eleger vários deputados municipais.

A vitória nas eleições, todavia, sorriu ao PSD, sendo que o AJSIM foi o terceiro mais votado.

Agora, o movimento promete continuar atento à realidade política local, mas liberta os seus elementos para integrarem outras candidaturas nas próximas eleições autárquicas.

A decisão, explica o comunicado, foi tomada dia 29 de abril, em reunião do Conselho Coordenador do Movimento AJSIM. Para além de ter decidido “não concorrer autonomamente às próximas eleições autárquicas no concelho de Porto de Mós”, o movimento decidiu igualmente “não apoiar, enquanto Movimento AJSIM, qualquer partido ou coligação partidária concorrente às referidas eleições autárquicas”.

No documento hoje divulgado pelo movimento liderado por Albino Januário, é ainda revelada a decisão de “deixar à livre iniciativa dos seus membros, a possibilidade de integrarem e ou apoiarem, de forma individual e independente alguma das forças políticas concorrentes ao próximo ato eleitoral”.

Para além de afirmar “continuar atento ao desenrolar da vida política local”, o conselho coordenador adianta “exortar ao surgimento de movimentos independentes no concelho, como forma de participar ativamente na vida política local, no pleno cumprimento de um dever de cidadania”.

“A qualidade de gestão oferecida ao concelho pelo PSD correspondeu às piores expectativas que o Movimento AJSIM tinha sobre a mesma”, aponta o comunicado.

Atualmente, “verifica-se”, adianta o AJSIM, “um quadro legislativo que tem por objetivo colocar ainda mais obstáculos às candidaturas dos movimentos Independentes”.

O PS e PSD, reforça o comunicado, “criaram na Assembleia da República uma alteração à Lei eleitoral para as Autarquias Locais, em julho de 2020, que redundou na criação de obstáculos e condições altamente desfavoráveis impostas aos movimentos independentes”.

A situação persiste “confusa” nesta matéria e “talvez por essa razão, não surgiu uma candidatura suficientemente mobilizadora do Movimento AJSIM”, explica o documento.

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