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Cultura

Interior do ‘chalet’ da Villa Portela revelado em fotografia na Arquivo

Sete fotógrafos leirienses fotografaram o interior da misteriosa casa e o resultado pode ser visto até 31 de julho.

O edifício Villa Portela faz parte do imaginário coletivo dos leirienses. Contemplar a propriedade do Largo da República é um hábito para muitos, atraídos pelo encanto do chalet rosa. E também pelo “mistério” que ele esconde: Afinal como é a casa por dentro? Que histórias tem para contar e quem é que lá viveu?

A Porta convidou sete fotógrafos a fotografar o interior, num trabalho que serviu de inspiração a residências artísticas do festival. Parte desse trabalho de Ana Veloso, João Ferreira, Joaquim Dâmaso, Luís Lacerda, Nuno André Ferreira, Ricardo Graça e Rita Cordeiro está patente na livraria Arquivo até 31 de julho, revelando o estado atual da casa na exposição “Passado Futuro”.

“É uma maneira de as pessoas entrarem através da fotografia”, explicou Ricardo Graça, na inauguração da exposição, no passado dia 9, na livraria Arquivo, em Leiria.

A sessão contou com a presença de Ricardo Charters d’Azevedo, herdeiro da propriedade, que mostrou tristeza ao olhar para as fotografias da casa despida e com marcas da passagem do tempo. Lembrou os móveis que antes ocuparam as salas e o “chão brilhante”, devido à presença de quatro funcionárias. Era ali que o engenheiro passava as férias de verão, tendo herdado a propriedade em 2015, após a morte do pai.

Construída entre 1894 e 1896, a Villa Portela destacava-se enquanto uma das poucas construções existentes no centro de Leiria e pelo chalet suíço, que ainda hoje desperta o olhar de quem passa. Ali será instalado, no futuro, um centro de artes, projetado com a Câmara Municipal.

A par desta intenção futura, Ricardo Charters manifestou uma vontade maior: “Quero que os leirienses adorem a Villa Portela, defendam e cuidem do espaço” e enalteceu as atividades dinamizadas no espaço pelo Festival A Porta, que “mostram que a Villa Portela está a ser usada” e contribuem para o aumento do apreço dos leirienses pelo local.

A somar aos espaços previstos no projeto Centro de Artes Villa Portela, Ricardo Charters referiu que gostava que fosse criada uma sala dedicada à habitação como era ela antes, com uma divisão a replicar essa memória, decorada com alguns dos móveis originais, para dar a conhecer “como era a casa e como era a família que lá vivia”.

Com o mesmo intuito, adiantou que vai lançar um livro até ao final do ano sobre a Villa Portela, contando toda a história. “Um livro que vai custar pouco dinheiro, para que seja difundido facilmente”, completou.

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