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Sociedade

Politécnico de Leiria tem plano para a década com edifícios sustentáveis e aposta na excelência

Plano estratégico 2020/2030 recentemente aprovado prevê excelência do ensino, inovação pedagógica, inclusão, ‘campi’ sustentáveis, conhecimento ao serviço da comunidade e multiculturalidade.

Plano estratégico 2020/2030 aprovado por unanimidade prevê
Arquitetura do novo edifício da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais será “neutra do ponto de vista carbónico

O Politécnico de Leiria está a projetar o futuro com os olhos postos na sustentabilidade dos seus ‘campi’ [área onde se encontram os edifícios, instalações e terrenos de organizações do ensino superior], na excelência do ensino, na inclusão e no reforço do conhecimento ao serviço da comunidade, disse à agência Lusa o presidente.

O plano estratégico 2020/2030 foi aprovado recentemente, por unanimidade, após consulta a cerca de uma centena de pessoas das mais variadas entidades de dimensão nacional e internacional, estabelecendo várias metas para a próxima década, explicou Rui Pedrosa.

Excelência do ensino, inovação pedagógica, inclusão, ‘campi’ sustentáveis, conhecimento ao serviço da comunidade e multiculturalidade são alguns dos fatores distintivos que o Politécnico de Leiria quer evidenciar até 2030.

Transformar a instituição numa referência do ensino superior público, tendo a sua estratégia alinhada com as políticas da Europa, é um dos objetivos de Rui Pedrosa.

“Acreditamos que este plano vai posicionar o Politécnico de Leiria de modo distintivo nas políticas de ensino superior globais na Europa e, em particular, também no nosso país”, afirmou, ao salientar que um dos “maiores desafios” passa por apostar em “percursos curriculares flexíveis” e “modelos de ensino-aprendizagem centrados nos estudantes”.

O foco é ser “uma instituição de ensino superior pública que coloca o conhecimento ao serviço da sociedade, sem muros ou barreiras”.

Segundo o presidente do Politécnico de Leiria, “embora ainda não seja oficial”, a instituição de Leiria “foi o primeiro politécnico do país a ser reconhecida como ‘campus’ sustentável e acreditado”.

“Já existem universidades, mas fomos o primeiro politécnico e queremos apostar no investimento na melhoria do espaços verdes, na responsabilidade social e nas atividades que reduzem riscos da própria comunidade académica”, revelou Rui Pedrosa.

A pensar nisto, o plano estratégico prevê a criação da nova Escola Superior de Educação e Ciências Sociais com uma “arquitetura do edifício neutra do ponto de vista carbónico”.

Rui Pedrosa adiantou que o documento serviu para “revisitar” a missão do Politécnico de Leiria como “instituição de ensino superior multicultural” e reforçar “três dimensões de igual importância muito importantes: a educação, a formação e a investigação, e a inovação”.

Ser universidade politécnica em 2030, “reconhecida, nacional e internacionalmente, pela qualidade e atualidade na formação”, mantendo o “rigor” e um “foco muito grande nas competências técnicas e científicas dos estudantes” é um dos principais desígnios do plano.

Os outros objetivos estratégicos passam por criar investigação e inovação “com impacto na transformação da região”, “valorizar as pessoas na própria comunidade académica, melhorar e transformar os espaços físicos e virtuais, e gerar centralidade social, criativa e cultural”.

“Esta ideia da inovação social está agregada à responsabilidade social, onde a qualidade de vida, o desporto e a cultura têm também um papel determinante.

O plano é pensado a dez anos, mas com metas e indicadores a alcançar até 2030. Em 2025, haverá uma análise ao projeto estratégico.

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