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Literatura

Joaquim Santos lança livro sobre a história da imagem em Leiria com espólio de fotografias antigas

“Contributos Históricos – A imagem em Leiria” é apresentado este sábado, dia 27, no Espaço Cultural São Ópticas, em Leiria.

Joaquim Dâmaso

Traçar a história da imagem em Leiria ou noutra cidade é uma tarefa difícil, inclusive para quem conhece de perto o local. Mas Joaquim Santos, jornalista de Leiria, mergulhou nessa aventura e o resultado de dois anos de pesquisa é o livro “Contributos Históricos – A imagem em Leiria” que é apresentado sábado, dia 27, às 15 horas no Espaço Cultural São Ópticas, em Leiria.

Através do Arquivo Distrital, o autor reuniu notícias e documentos de 1854 a 1945: desde a época em que apenas as famílias mais abastadas tinham acesso à fotografia, à massificação da mesma e a chegada das primeiras marcas de fotografia à cidade.

Entre os principais acontecimentos referidos no livro, está a instalação de animatógrafos na cidade do Lis, no século XIX, “em que as pessoas pagavam para ver fotografias, que muitas vezes eram do estrangeiro” conta Joaquim Santos. À época, também o Teatro D. Maria Pia tinha fotografias animadas, o que é “inimaginável hoje, sendo a realidade completamente diferente”, salienta.

O surgimento do cinema é outro aspeto abordado nesta obra, onde Joaquim explica que no início “as pessoas faziam fila na Praça Rodrigues Lobo, por exemplo no Café do Teixeirinha, para adquirir bilhetes”. O autor encontrou até uma notícia que dá conta de que a cidade esteve em “estado de sítio”, devido a “lutas e brigas” para comprar bilhetes.

Há ainda espaço para diversas curiosidades, como o facto de a primeira fotografia aérea ter sido tirada pelo aviador leiriense Pinheiro Correia, em 1929.

A somar aos documentos escritos, Joaquim Santos revela um espólio inédito de 24 fotografias de Leiria tiradas por Júlio Matias, das Caldas da Rainha, no início do século XX. “A imagem em Leiria” é o 30º livro escrito pelo jornalista e pretende ser “um contributo” para traçar a história da imagem e estabelecer uma “comparação com os tempos de outrora”.

Apesar de revelar “muitos pormenores”, Joaquim Santos frisa que “ainda há muito que explorar para fazer a verdadeira história da fotografia”.

No futuro, o autor pretende lançar o segundo volume da obra, que revela a história da imagem de 1945 à atualidade.

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