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Cultura

Leirena junta-se a coletivo de estruturas artísticas nacional para apoio na criação de espetáculos

“A Descampado” é constituída por 16 companhias de teatro nacionais e pretende funcionar como rede de apoio.

Interpretação da companhia de teatro Leirena
Joaquim Dâmaso

A companhia Leirena Teatro, de Leiria, integra agora “A Descampado”, um coletivo de estruturas artísticas profissionais nacional, criado este mês, com a intenção de constituir uma rede que se possa apoiar na criação de espetáculos.

Entre os vários objetivos do novo coletivo, divulgados na página de Facebook, encontram-se a ampliação da visibilidade e longevidade de espetáculos das companhias associadas; a troca de informações e contributo para a maior difusão dos espetáculos dos associados; a realização de cocriações, bem como o estabelecimento de parcerias para a “construção de projetos de angariação de financiamento”.

Outros desígnios passam pela promoção da sustentabilidade, através da “utilização de recursos técnicos”, a possibilidade de cada companhia realizar residências ou ensaios nos espaços associados e a execução de um festival itinerante, “sem descartar a possibilidade de colaborações internacionais”.

Criar um canal online para divulgar as atividades realizadas e contribuir para a discussão, junto da tutela, de assuntos relevantes para as estruturas associadas está também na agenda de “A Descampado”.

Para o Leirena, integrar o coletivo é motivo de “muito orgulho, porque estamos a falar de grandes companhias de teatro” e “o nosso trabalho há muito que não é só no concelho de Leiria, mas também fora do distrito”, salienta Frédéric da Cruz Pires, diretor artístico da companhia.

O responsável frisa ainda que “esta criação de sinergias com estruturas e artistas faz todo o sentido hoje” e “já devia ter sido criada há mais tempo”.

De “A Descampado” fazem parte, a par do Leirena, 16 estruturas de criação e programação de artes performativas espalhadas pelo país “com capacidade de intervenção nos territórios onde atuam”: A bruxa TEATRO, de Évora; Alma d’Arame, de Montemor-o-Novo: ASTA – Teatro e Outras Artes, da Covilhã; Baal17 Companhia de Teatro, de Serpa; Chão de Oliva e Teatro Mosca, de Sintra; Companhia João Garcia Miguel, de Lisboa; d’Orfeu Associação Cultural, sediada em Águeda; Krisálida, de Caminha; Lendias d’Encantar, de Beja; Mákina de Cena, de Loulé; Mãozorra; Teatro Ibérico, de Lisboa; Teatrão, de Coimbra, e Teatro Estúdio Fontenova, de Setúbal.

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