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Leiria

Cercilei projeta novo lar residencial para 30 utentes no valor de 1,7 milhões

O projeto, a construir nos Marrazes num terreno cedido pela Câmara, vai ser comparticipado em cerca de um milhão pelo PARES

A instituição dá apoio a cerca de 600 crianças, jovens e adultos ARQUIVO

A Cercilei – Cooperativa de Ensino e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Leiria vai construir um novo lar residencial, no valor de 1,7 milhões de euros, para acolher 30 utentes com incapacidade intelectual.

A obra, com cerca de um milhão de euros de financiamento público, vai ficar instalada em Marrazes, num terreno cedido pela Câmara de Leiria, “através de um contrato de direito de superfície, pelo prazo de 75 anos”.

Na segunda-feira, a Cercilei foi notificada “da decisão de aprovação da candidatura” ao Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais 3ª Geração (PARES 3.0).

“Aguardamos que as formalizações sejam concretizadas, principalmente a assinatura do contrato de comparticipação financeira. Assim que sejam cumpridos todos os formalismos, iremos lançar a obra a concurso público, para se iniciarem os trabalhos no terreno”, referiu a Cercilei.

A presidente do conselho de administração, Cristina Meireles, esclareceu à Lusa que, “além do apoio já comunicado da Câmara de Leiria, outros municípios e juntas de freguesia manifestarem, também, interesse em apoiar o projeto”.

O futuro lar vai “substituir a unidade já existente no Vale Sepal, para 12 jovens, e criará 18 novas vagas, perfazendo o total de 30 lugares”.

Numa construção “amiga do ambiente”, o projeto tem “uma grande preocupação ecológica, em que uma das apostas será a eficiência energética através da integração de painéis solares e fotovoltaicos”.

“As águas pluviais serão recolhidas em reservatórios para utilização nas descargas” na casa de banho “e integradas no sistema de rega”, exemplificou a instituição particular de solidariedade social (IPSS).

Outra característica do edifício, cuja fachada vai ser revestida a cortiça, “será a iluminação ‘LED’ e a aplicação de materiais ecológicos, permitindo aos utilizadores um contacto direto e estimulante com diferentes texturas”.

“Foi pensado um ambiente de conforto casa em detrimento de um ambiente clínico. Para o exterior está projetado o uso de mobiliário urbano em cortiça para as zonas de lazer”, acrescentou a IPSS.

Para conseguir angariar a verba que cabe à Cercilei para concretizar a obra – cerca de 700 mil euros -, a IPSS conta divulgar, na comunicação social e redes sociais, por exemplo, a necessidade desta unidade residencial junto dos organismos públicos e privados, incluindo empresas e particulares.

“Campanhas de angariação de fundos, ‘crowdfunding’, donativos espontâneos, mecenato social, campanha IRS, vendas de artigos, patrocínios, parcerias e recorrendo ao financiamento bancário” são outras das iniciativas a que se propõe a instituição.

A Cercilei, fundada em 1976, tem em Leiria seis valências, a intervenção precoce, educacional e centro de recursos para a inclusão, centro de atividades ocupacionais (CAO), unidade residencial e formação profissional.

Presta serviços de jardinagem e lavandaria através de uma empresa de inserção social.

Em Porto de Mós, estão também as valências CAO e a intervenção precoce, que serve também o concelho vizinho da Batalha, disse à Lusa Cristina Meireles.

“A Cercilei dá apoio a 600 utentes, crianças, jovens e adultos, distribuídos pelas diversas valências, e tem cerca de 120 funcionários”, acrescentou. Quanto à unidade de Vale Sepal, o objetivo da IPSS é “transformá-la em residência autónoma”.

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