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Coro Comun(idade) estreia-se a cantar os 100 anos do coral Verde Pyno dos Pinheiros

Este sábado há nos Marrazes um espetáculo especial, de um projeto intergeracional que junta mais de 60 vozes. Elas têm estado, há meses, a ensaiar repertório de um dos corais mais antigos do concelho de Leiria.

Um dos ensaios do Coro Comun(idade), que é dirigido pelo maestro Jorge Narciso FOTO: AMITEI

Cem anos comemoram-se uma vez na vida. Por isso, nos Pinheiros, o centenário do Grupo Coral Verde Pyno está a ser preparado desde outubro. Mais de 60 vozes, dos 6 aos 94 anos, juntam-se todas as semanas no Coro Comun(idade), que recupera repertório do Verde Pyno e canta outras canções mais jovens. Tudo no âmbito de Super@solidão, projeto intergeracional da AMITEI – Associação de Solidariedade Social de Marrazes, no contexto do Programa de Inovação Social.

No sábado, dia 18, chega a estreia. No Salão Paroquial dos Pinheiros, nos Marrazes, a partir das 15 horas, a entrada é livre e a emoção será intensa: afinal festejam-se 100 anos do emblemático e duradouro coro da terra com o novo Coro Comun(idade), uma das apostas da AMITEI para combater o isolamento de quem não tem apoio social.

Uma equipa de vários técnicos vai a casa de pessoas mais velhas que, com outros utentes das respostas sociais da instituição, são convidados a dar voz às canções do Verde Pyno. E juntam-se a elementos do coro centenário e a crianças do 1º e 2º ano da Escola dos Pinheiros.

“São muitas pessoas e muitas vontades, mas isso é que é rico neste projeto”, conta o diretor técnico da AMITEI. Miguel Mesquita nota que, nos ensaios, não há só música. “Temos também a partilha vivencial de cada um: saber o nome, a idade, quem são as pessoas do coro, da comunidade, e há até avós e netos no grupo”. São dinâmicas entre gerações que “estimulam a relação e a parte afetiva entre eles”.

Novos e menos novos encontram-se nos ensaios e reconhecem-se fora deles, no dia a dia. Para os coralistas mais velhos, “há uma grande emoção quando veem as crianças a cantar as canções de antigamente”.

Formado há um século, o Verde Pyno sempre cantou o quotidiano. Por lá passaram várias gerações mas, hoje, o grupo “está muito envelhecido”, explica Miguel. O Coro Comun(idade) quer ajudá-lo com energia e novas vozes.

A iniciativa vai durar três anos e, após a festa de sábado, “uma viagem no tempo e na memória”, serão recuperadas outras canções que habitam a lembrança dos mais idosos. No futuro, pretende-se atrair também jovens e adultos que passem, igualmente, a sentir o Verde Pyno como seu.