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Cultura

Município de Leiria mantém Rede Cultura e redefine objetivos

Em breve será divulgado o relatório de justificação dos jurados, através do qual se ficam a conhecer as razões pelas quais a candidatura de Leiria foi rejeitada.

foto da reunião de conselho geral da rede cultura 2027

O Município de Leiria vai manter a Rede Cultura, apesar da candidatura da cidade ter sido afastada da corrida a Capital Europeia da Cultura em 2027, sendo redefinidos objetivos e modelo de governança, informou hoje a Câmara.

Segundo uma nota de imprensa da autarquia, a Rede Cultura deixará de usar a designação 2027, mas manter-se-á “tal como previsto desde a sua constituição”.

“Agora libertos da agenda do título, bem como das condicionantes a que por ele estávamos obrigados, iremos redefinir objetivos e modelo de governança”, refere uma nota assinada pelo presidente do Conselho Geral da Rede Cultura, Gonçalo Lopes, após uma reunião com os elementos daquele organismo.

O também presidente da Câmara de Leiria adianta que “foi nomeado um grupo de trabalho, que integra os municípios de Leiria, Alcobaça, Torres Vedras, Pombal, Ourém e Torres Novas”, com o objetivo de “aprofundar o estudo sobre os novos modelos de governança e gestão a seguir”.

No balanço que foi realizado na reunião desta terça-feira, Gonçalo Lopes admitiu que ficou “por cumprir o primeiro objetivo”, ao não conseguirem ser finalistas. “Ainda antes de receber o relatório de justificação por parte dos jurados, iniciámos, com os diferentes órgãos e equipas, uma avaliação de todo o processo da Rede”.

O autarca destacou o “extraordinário enriquecimento que as equipas e as instituições reconhecem ter tido pelo seu envolvimento nos projetos que a Rede Cultura 2027 (RC2027) promoveu e implementou no território”.

As entidades envolvidas, refere Gonçalo Lopes, apontaram ainda a “surpreendente capacidade que a RC2027 demonstrou em construir pontes de coesão territorial e cultural, num compósito de comunidades e atores muito distintos, dispersos e distantes”.

Salientando os “resultados já visíveis e testados da Rede, por ter aliado linhas de reflexão e pensamento com programas concretos no terreno”, o Conselho Geral frisou também a “concretização de projetos que ligaram os meios mais urbanos com os meios mais rurais, as gerações mais novas com as mais idosas, e linguagens mais contemporâneas com as práticas mais tradicionais”.

A RC2027 colocou a “prioridade” nas pessoas, na “transformação social pela cultura”, que “colocam os resultados em objetivos sustentáveis de médio e longo prazo, em detrimento de fórmulas imediatas de sucesso, mas que não operam verdadeira transformação”.

Para o Conselho Geral, as diversas atividades culturais realizadas não deixaram “este território igual” e “ganhou novas competências e dinâmicas, internas, mas muito especialmente, multilaterais com uma comunidade mais vasta”.

“Temos por tudo isto a firme convicção da importância do projeto Rede Cultura e, juntos, assumimos com determinação a vontade de lhe dar continuidade. Acreditamos ser a cultura a nossa melhor casa de futuro e crescimento comum”, rematou.

As cidades de Ponta Delgada, Braga, Aveiro e Évora foram escolhidas entre 12 municípios que apresentaram uma candidatura e passam para a fase final do processo de candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2027.

Foram submetidas candidaturas por Aveiro, Braga, Coimbra, Évora, Faro, Funchal, Guarda, Leiria, Oeiras, Ponta Delgada, Viana do Castelo e Vila Real.

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