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“Abraço final” de “Ópera na Prisão – Traction” com filme, ferramentas e a ópera do futuro

Este sábado, dia 26, o Teatro José Lúcio da Silva recebe o último capítulo de “Traction”. E vai ser possível ver em Realidade Virtual uma ópera totalmente produzida com recurso a tecnologia.

Desenvolvida pela Irish National Opera para “Traction”, “Out of the ordinary” é a primeira ópera totalmente virtual INO

Ponha os óculos de realidade virtual e veja a ópera do futuro no Teatro José Lúcio da Silva na tarde deste sábado. Futuro? Não, “Out of the ordinary” é já uma realidade do presente: o espetáculo foi concebido em Dublin, Irlanda, recorrendo em exclusivo à tecnologia no âmbito de “Ópera na Prisão – Traction”, projeto de investigação de co-criação em ópera e tecnologia.

Para fechar esta fase do projeto da SAMP há “Abraço final” este dia 26 de novembro (16 horas, 3 euros). Em palco, vão estar reclusos, familiares, músicos e restantes protagonistas da ópera “O tempo (somos nós)”, produzida recorrendo também à tecnologia de “Traction”, que permite a participação, à distância, de quem está encarcerado.

A intenção com este momento é, explica Paulo Lameiro, coordenador do projeto, munir os participantes de “ferramentas para darem continuidade à experiência que tiveram”, para que “o que foi experimentado por todos possa ser efetivamente colocado ao serviço da vida das pessoas”.

Será também revelado o documentário dos Casota Collective sobre o processo e, no foyer do teatro, antes e depois de “Abraço final”, há óculos de realidade virtual para ver não só trechos da récita “O tempo (somos nós)” como os 20 minutos de “Out of the ordinary”.

“O que vamos ter aqui em Leiria é o mais avançado que foi feito ao nível da ópera digital. Vai ser um momento histórico, porque só houve duas apresentações, na Irlanda e em Barcelona”, antecipa Paulo Lameiro. Pensada para uma geração habituada a jogos de realidade virtual, a solução “Traction” procura atrair novos públicos, antecipando caminhos que a ópera pode seguir.

Dois anos depois, o projeto elevou a SAMP a um patamar inesperado. “Jamais estava na nossa mente fazer um projeto desta natureza”, a ponto de “irmos ao Liceu de Barcelona, sermos considerados um parceiro de igual para igual. E perguntarem-nos, a nós SAMP, como se deve fazer um projeto com impacto social”, admite Paulo Lameiro.

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