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Como proteger animais durante e depois de grandes tempestades

Os fenómenos naturais intensos impactam pessoas, mas também animais, que podem sentir medo e stress. Mantê-los dentro de casa é um dos conselhos em caso de tempestade e outros eventos.

Os animais podem esconder-se em momentos de maior aflição

As tempestades das últimas semanas deixaram marcas em pessoas, bem como nos seus animais de companhia. Cães, gatos e outras espécies também podem sentir medo, stress e sofrer consequências físicas e emocionais durante estes fenómenos.

Para alguns patudos, a aflição chega ainda antes da tempestade ocorrer. “Eles têm alguma capacidade de perceção do que pode vir a acontecer e muitos começam a entrar em stress antecipadamente”, explica Firmino Coutinho, médico veterinário no grupo VetMilagres, em Leiria.

O que fazer? O primeiro conselho é colocar os animais dentro de casa, num ambiente o mais calmo possível. “Podemos recorrer a alguma música, neste caso teria de ser com um rádio a pilhas, para tentar acalmar o animal num ambiente mais quente e confortável”, adianta o especialista.

Poderá ser administrada alguma medicação, como ansiolíticos naturais, embora funcionem melhor em situações previsíveis, uma vez que devem começar a ser tomados uma semana antes do evento.

A via química também é uma solução e “pode servir em situações pontuais, como fogo de artificio ou tempestades mais violentas” e atua mais rapidamente, podendo ser administrada quando surgem os primeiros sintomas.

No caso dos gatos, os produtos que contêm feromonas calmantes são uma ajuda extra.

No pico da tempestade é importante os tutores tentarem aproximar-se dos animais e dar-lhes festas, biscoitos, um brinquedo ou uma rotina que lhes traga uma sensação de normalidade. Embora estes sejam momentos de pânico e stress também para as próprias pessoas, “tranquilizarem-se é fundamental para conseguirem transmitir essa calma aos animais”.

“Mas, acima de tudo, ponderar sempre ter os animais dentro de casa”, sublinha Firmino Coutinho, uma vez que, estando no exterior, além de poderem fugir, correm o risco de ficarem feridos.

Após a ocorrência da tempestade podem surgir reações anormais – por exemplo esconderem-se sempre que ouvem os estores bater – e ser necessário recorrer a um especialista em comportamento animal.

“Em alguns casos, é preciso tempo e paciência para eles recuperarem, e conjugar medicação natural e feromonas [no caso dos gatos] com o colo dos donos”, propõe o médico-veterinário, lembrando que o colo dos tutores e festas enquanto os patudos estão stressados é essencial para que recuperem a calma.

“Isto é um desafio, uma vez que os próprios tutores podem assustar-se também com esses barulhos”, confessa. No entanto, o contacto com os patudos pode também funcionar como um exercício de acalmia para os donos.

Por fim, mesmo os passeios na rua vão mudar. Firmino Coutinho explica que “quando se passeia num sítio onde as árvores caíram, caíram também as marcações de vários animais”, pelo que é preciso dar tempo aos patudos para fazer o reconhecimento do espaço, não só em termos visuais, mas também olfativos.


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