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Bosque do Mosteiro de Alcobaça recebe homenagem a Miles Davis na contagem decrescente para o Cistermúsica

Centenário do nascimento do lendário músico norte-americano é celebrado pelo projeto “100 Miles” este sábado, 13 de junho.

Há sete concertos agendados para o bosque localizado junto à ala sul do Mosteiro de Alcobaça FOTO: Cistermúsica/David Mariano

O projeto jazz “100 Miles”, criado para celebrar o centenário de Miles Davis, abre este sábado, dia 13 de junho, a temporada de concertos agendada pelo festival Cistermúsica para o pequeno bosque que existe junto à ala sul do Mosteiro de Alcobaça.

Ao final da tarde deste sábado revisita-se o universo sonoro de uma das figuras mais influentes da história da música, num concerto que percorre diferentes fases da obra de Miles: do cool jazz às atmosferas elétricas e experimentais, da tradição à reinvenção.

A partir das 19 horas, com entrada livre, promete-se uma viagem intensa e emotiva por cem anos de legado, liberdade criativa e inovação de Miles David, com um quinteto formado por António Morais (trompete e fliscorne), Hugo Trindade (guitarra elétrica), Edgar Alexandre (piano e teclados), Yuri Daniel (contrabaixo e baixo elétrico) e Luís Pereira (bateria).

O espetáculo de homenagem antecede a abertura formal da 34ª edição do Cistermúsica, que arranca apenas a 26 de junho (até 31 de julho), e que inclui outros concertos no bosque, sempre ao final das tarde de sábado, até 25 de julho.

Denominado Bosque, este segmento de programação inclui sete concertos ao ar livre com entrada gratuita, abrangendo géneros como o jazz, folk e world music, antecipa a organização do festival.

Entre os destaques, está a presença em Alcobaça do projeto inglês Tanhai Collective e do senegalês Momi Maga.

O músico africano, atualmente a viver em Espanha, canta, toca kora e compõe, fundindo a tradição musical da África Ocidental com o jazz, flamenco e música clássica. Momi Maga mostra-se, em quarteto, no Cistermúsica no dia 25 de julho.

Já o Tanhai Collective vai estar no Bosque a 18 de julho. Seis músicos de Londres que colaboraram com os Headhunters, de Herbie Hancock, trazem ao Cistermúsica uma fusão de jazz improvisado, soul e funk.

Mas há mais motivos para saborear os fins de tarde à sombra, junto ao Mosteiro de Alcobaça: a pianista luso-angolana Gisela Mabel também por lá atua (4 de julho), tal como o Amicitia Chorus, que trazem canto, bombo, adufe e percussão corporal, num mergulho pela tradição com estética contemporânea (20 de junho).

Também pelo Bosque passará Tape Junk & Pedro Branco, que revela “Bolero”, disco construído “entre a canção, o desencanto, o acaso e a poeira das vidas reais” (27 de junho), as “etno-novidades” dos Duques do Precariado, com a sua abordagem singular da música portuguesa contemporânea (11 de julho).

Outras informações sobre estes concertos e a restante programação do Cistermúsica estão disponíveis em https://www.cistermusica.com/pt/programacao.


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