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Leiria recebe concerto com seis coros e 200 vozes nacionais dirigidas por maestros norte-americanos

Domingo, 7 de junho, o Teatro José Lúcio da Silva recebe o encerramento do intercâmbio entre coros e maestros de Portugal e dos Estados Unidos da América. A população é convidada a aprender uma música e participar no concerto final.

Kyra Stahr é uma das maestrinas que dirige coros portugueses no âmbito do intercâmbio luso-norte-americano FOTO: Kyra Stahr

Seis coros portugueses, com um total de 200 vozes, atuam em Leiria no domingo, dia 7 de junho, sob direção de seis maestros norte-americanos, no encerramento do Programa Internacional de Intercâmbio de Coral, experiência que o maestro Sérgio Fontão classificou como “extraordinária”.

Promovido pela Associação Americana de Diretores de Coros, o programa selecionou este ano Portugal como país parceiro, convidando seis maestros nacionais a passarem uma semana imersos no ecossistema coral norte-americano, o que aconteceu entre o final de fevereiro e final de março.

No sentido inverso, seis maestros norte-americanos trabalham atualmente com seis coros portugueses. A residência culmina com a atuação dos agrupamentos no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, levando cerca de 200 coralistas a palco.

Os participantes nacionais são o Coro de Câmara da Escola Superior de Música de Lisboa, Coro Regina Coeli de Lisboa, Grupo Coral de Lagos, Jovens Cantores de Guimarães, Musaico e Voces Caelestes, que estão sob direção de Colin Mann, Reina Dickey, Morgan Luttig, Kyra Stahr, Matthew Myers e Mariana Farah, respetivamente.

“A experiência está a ser extraordinária. Os maestros portugueses que se deslocaram aos Estados Unidos da América (EUA), onde eu me incluo, tiveram experiências extraordinárias”, contou à agência Lusa o maestro Sérgio Fontão, elemento da organização nacional, a cargo da associação Coros de Portugal, e que dirige o Voces Caelestes.

Nos EUA, os maestros portugueses tomaram contacto direto com a realidade coral americana, “um universo enorme, riquíssimo e muito diverso”, que envolve “muitos milhões de pessoas”.

Em paralelo, aproveitaram para “divulgar aquilo que é a música coral portuguesa nos EUA”, o que teve “extrema importância”.

“A nossa cultura, e em concreto a nossa música coral, não é muito divulgada nos EUA. Tivemos uma oportunidade dourada de divulgar o que é a nossa música coral, que é de altíssima qualidade. Alguns maestros e alguns coros americanos tiveram contacto com esta realidade e isso obviamente dará frutos no futuro”, salientou Sérgio Fontão.

A presença em Portugal dos seis maestros norte-americanos também vai “beneficiar grandemente” os coros nacionais.

“Estamos aqui a recolher conhecimento e experiência de pessoas que trabalham num ecossistema privilegiado. É uma realidade com uma dimensão muito diferente da nossa”, que permitirá “alargar horizontes”, notou o maestro.

No encerramento do programa, no domingo, dia 7 de junho, a manhã é reservada a uma formação de técnica vocal dirigida a coralistas, havendo ainda um ensaio aberto.

“Todas as pessoas que o desejem, poderão participar e ensaiar uma peça de música coral portuguesa, ‘O milho da nossa terra’, com arranjo para coro de Fernando Lopes-Graça”, explicou Sérgio Fontão.

No concerto da tarde, a partir das 16 horas, vão atuar os seis coros portugueses dirigidos pelos maestros americanos.

No final, os seis grupos cantam em conjunto com quem participou na atividade formativa da manhã.

“Vai ser um momento extraordinário”, concluiu o maestro.


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