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Muros em pedra seca de Sicó já são Património Cultural Imaterial

Proposta de inventariação foi promovida pela Terras de Sicó – Associação de Desenvolvimento, entidade sediada na Redinha, concelho de Pombal.

Proposta foi promovida pela associação Terras de Sicó

A “Arte da construção dos muros em pedra seca no Maciço Calcário de Sicó” foi oficialmente inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI). A decisão, aprovada pelo instituto público Património Cultural e publicada em “Diário da República” , reconhece uma técnica ancestral de “Arquitetura e Construção” que molda a paisagem da região.

A proposta de inventariação foi promovida pela Terras de Sicó – Associação de Desenvolvimento, entidade sediada na Redinha, concelho de Pombal. Este registo baseou-se em investigações de terreno e estudos científicos desenvolvidos pela associação. Para a entidade, o reconhecimento é um passo decisivo para salvaguardar a prática cultural no território e serve de incentivo para uma futura candidatura à UNESCO, planeando-se um esforço conjunto com o Maciço Calcário Estremenho.

Executada ao longo de todo o ano nos distritos de Leiria e Coimbra , esta manifestação consiste na justaposição manual de blocos de pedra calcária sem o recurso a argamassas de ligação para garantir a estabilidade das estruturas.

Transmitida de forma intergeracional através da observação e da prática , a técnica serve para erguer paredes, divisórias ou suportes de terrenos. O saber-fazer dos mestres pedreiros permanece ativo, adaptando-se com uma linguagem contemporânea e refletindo a identidade das comunidades locais.