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Emoções fortes nas Fontes na abertura do Nascentes

A performance com utentes da Casa do Mimo, o projeto que faz a recolha e divulgação da música palestiniana ato de resistência e a residência que envolve o Coro das Fontes marcam o arranque do festival esta quarta-feira, 1 de julho.

Ao fim da noite, o Coro das Fontes volta a apresentar-se com Carincur e João Pedro Fonseca FOTO: Nascentes

Começa a brotar esta quarta-feira, 1 de julho, a nova edição de Nascentes, o festival que faz da aldeia das Fontes casa.

A abrir, hoje há três propostas recheadas de simbolismo. Na nascente do Lis (19h30) apresenta-se o resultado da residência entre os percussionistas Ricardo Martins e João Maneta, o produtor Rui Gaspar e “Os Mimos”, grupo de utentes da Casa do Mimo na Batalha.

Em conjunto, construíram “uma experiência sonora viva, desenvolvida a várias mãos e em diálogo permanente com o espaço envolvente”, onde há percussão, eletrónica, voz, improvisação e textura acústica.

Depois (20h30 e 21h30), na casa da Vitória dá-se a conhecer o Palestinian Sound Archive/Projeto Majazz, que se dedica à preservação da história sonora palestiniana.

É um momento que explora a prática arquivística enquanto “metodologia decolonial e ato de resistência, através da partilha de sons e imagens de arquivo que preservam e documentam o património e a cultura palestinianos, celebrando a memória, a dança e a resistência”.

À noite (23h), o Lis é testemunha de novo encontro entre Carincur, João Pedro Fonseca e o Coro das Fontes.

Até domingo, 5 de julho, a aldeia recebe um mundo de propostas que vão da música, oficinas, experiências, jogos, gastronomia ou, simplesmente, molhar os pés no rio.

Toda a programação está disponível online em https://www.nascentes.pt/programa/