Às 15h35 desta sexta-feira, 7 de agosto, Leiria passou a ter um reitor. Carlos Rabadão tomou posse como reitor da nova Universidade de Leiria e Oeste (ULO). O governante que lhe deu posse, há anos que aceitou o desafio de concretizar o momento. Os destinos de ambos cruzaram-se esta tarde: um é ministro, o outro chegou a reitor da nova universidade.
“Há momentos na vida das instituições que interrompem o curso normal do tempo. Momentos em que somos chamados a olhar simultaneamente para o caminho que nos trouxe até aqui e para a responsabilidade do caminho que agora começa. Hoje é um desses momentos”, afirmou o novo reitor, antigo presidente do Politécnico de Leiria, instituição que deu lugar à nova universidade.
Coube a Fernando Alexandre, ministro da Educação, Ciência e Inovação, dar posse a Carlos Rabadão. Ao assumir as novas funções, o novo reitor recordou como os seus caminhos e os do ministro se cruzaram anos antes, precisamente com o objetivo de criar uma universidade. Anos mais tarde, voltaram a encontrar-se no ato formal que institui a Universidade de Leiria e Oeste e põe em funcionamento os seus novos órgãos.
Quando era docente e investigador da Universidade do Minho, Fernando Alexandre foi convidado por Carlos Rabadão para integrar o Conselho Geral do então Politécnico de Leiria. O recém-empossado reitor recordou esse momento no seu discurso: “Recordo-me bem da nossa conversa. Disse-me que tinha uma vida profissional muito ocupada e pouco tempo disponível, mas que poderia aceitar se eu tivesse um grande desafio para lhe apresentar.” O desafio estava identificado.
“Respondi-lhe, sem hesitar, que queria transformar o Instituto Politécnico de Leiria numa universidade plena”, recordou Carlos Rabadão. “O professor de então e hoje ministro aceitou o convite e disse-me que colaboraria nesse desígnio. Mais tarde, deixou o Conselho Geral para assumir funções governativas, precisamente como ministro responsável pela tutela do ensino superior. E aqui estamos hoje.”
O desafio continua. Na cerimónia, o agora ministro Fernando Alexandre deixou isso claro: “O que estamos a fazer com a criação da ULO não é apenas responder a um desejo e a um apelo desta região, com muitos anos.” Trata-se, acrescentou, de “permitir a esta instituição desenvolver-se, crescer e cumprir um papel que, até agora, com os instrumentos de que dispunha, não conseguiu desempenhar”.
Convicto do projeto da ULO, Fernando Alexandre apontou a nova universidade como uma alavanca com “grande capacidade de transformação desta região”, contribuindo para “o desenvolvimento de Portugal” e para que a União Europeia consiga ultrapassar os desafios que enfrenta.
Carlos Rabadão também coloca a fasquia elevada para o futuro da nova universidade. Recordando que a ideia da sua criação remonta a duas décadas, centrou-se na próxima década. O objetivo, afirmou, é construir “uma Universidade de Nova Geração”.
O ano de 2035 é, na perspetiva do reitor da ULO, “um horizonte suficientemente próximo para nos responsabilizar e suficientemente distante para nos obrigar a pensar com ambição”. Assim, explicou, “quando chegarmos a 2035, não bastará dizer que criámos uma Universidade. Teremos de demonstrar o que fizemos com ela”.
Para concretizar esta missão, tomaram posse os órgãos que passam a constituir a ULO. Assim, a comissão instaladora integra elementos da sociedade civil: Ana Martelo Pagará (diretora do Mosteiro de Alcobaça), Luís Oliveira (advogado), Luís Febra (empresário) e Cláudia Alves Novo (administradora).
Por sua vez, Pedro Amado Assunção, José Manuel Frade e Carolina Henriques são vice-reitores. Agostinho da Silva, Diogo Manuel Monteiro, João Pedro da Silva, Maria Eduarda Fernandes, Maria Graça Poças Santos, Ricardo Filipe Marinho e Sérgio Leandro são pró-reitores.
Paula Marisa Gomes é administradora da ULO e Cláudia Belém Toneca administra os Serviços de Ação Social. Carlos Rabadão, Pedro Amado Assunção, Paula Marisa Gomes, Cláudia Belém Toneca e José Manuel Frade integram o Conselho de Gestão.
Por último, tomaram posse os diretores das escolas da ULO: José Carlos Laranjo (ESECS), Mário Antunes (ESTG), Paulo Silva (ESAD.CR), Teresa Mouga (ESTM) e Rui Fonseca-Pinto (ESSLei).
Nota: Notícia alterada às 19h53 com correções aos lapsos nos nomes dos diretores da ESTM e da ESSLei).