Procurar
Assinar

Subscreva!

Newsletters RL

Saber mais

Escola Básica 2,3 Dr. Bissaya Barreto inaugurada após requalificação de 3,6 milhões de euros

O novo ano letivo arrancou em Castanheira de Pera com a inauguração das obras de requalificação da Escola Básica 2,3 Dr. Bissaya Barreto.

A cerimónia, na segunda-feira, reuniu a comunidade educativa, representantes locais e entidades regionais e nacionais, contando com a presença do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e da vice-presidente da CCDR Centro para a área da Educação, Cristina Fernandes de Oliveira.

O programa teve início logo pela manhã com o acolhimento formal aos alunos e o arranque das atividades letivas. O ministro da Educação chegou pelas 12h30, sendo recebido pelo presidente da Câmara, António Henriques, e restante executivo, seguindo-se um almoço na cantina escolar partilhado com alunos e convidados.

A sessão protocolar começou às 14 horas com a composição da mesa de honra, constituída por António Henriques, pela diretora do Agrupamento de Escolas, Inês Alexandre, pela presidente da Assembleia Municipal, Conceição Soares, pelo ministro Fernando Alexandre e por Cristina Fernandes de Oliveira.

Após as intervenções institucionais, realizou-se o descerramento da placa inaugurativa e a visita guiada às instalações. O dia terminou com uma importante reunião de reflexão entre o ministro e os professores.

Uma escola mais moderna e eficiente

A intervenção realizada no estabelecimento visou a requalificação integral do espaço, garantindo melhores condições de conforto, segurança, acessibilidade e eficiência energética. Com um investimento global de cerca de 3,6 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e um prazo de execução de 18 meses, a obra incidiu sobre os diferentes edifícios do complexo.

Destacam-se a melhoria do isolamento, coberturas e caixilharias, além da renovação do sistema de iluminação e climatização. O edifício passou a dispor de elevador para total acessibilidade. O pavilhão desportivo, balneários, campo de jogos e áreas exteriores envolventes foram totalmente renovados. A Biblioteca ganhou uma esplanada e um auditório. Com classe energética A+, a escola assegura uma forte redução nos consumos de energia.

O executivo municipal reforça que esta requalificação representa um investimento decisivo no futuro da educação, dotando o concelho de uma infraestrutura moderna, inclusiva, confortável e preparada para responder aos desafios atuais.

Autarquia diz que políticas têm de mudar para territórios com pouca população

O presidente da Câmara de Castanheira de Pera defendeu que as políticas públicas têm de mudar para territórios com pouca população e alertou que tratar de forma igual o que é diferente perpetua desigualdades.

“Castanheira de Pera é um concelho de baixa densidade demográfica [o de menor população e dimensão do distrito de Leiria], temos uma realidade diferente daquela que existe nos grandes centros urbanos”, com desafios, limitações, necessidades e potencialidades próprias, afirmou António Henriques, na inauguração das obras.

António Henriques destacou que “ser um território de baixa densidade não pode significar ter uma baixa densidade de oportunidades” e, dirigindo-se ao ministro da Educação, destacou que é aqui que “as políticas públicas têm de mudar e fazer a diferença efetiva”, pois “tratar de forma igual aquilo que é diferente não significa criar igualdade”, mas “perpetuar as desigualdades”.

“Os territórios de baixa densidade não precisam de privilégios, precisam de políticas inteligentes e diferenciadoras”, que “o Estado compreenda as suas especificidades”, de “serviços públicos de qualidade”, de investimento, de “condições para atrair pessoas, empresas e talento, e, sobretudo, precisam, de oportunidades”, considerou.

A este propósito, o presidente do município disse ser fundamental que se continue a debater a descentralização, porque “não basta descentralizar competências administrativas”, mas antes “descentralizar o conhecimento”.

“Por isso, se queremos verdadeiramente desenvolver o interior, temos de garantir que o conhecimento também chega a estes territórios”, declarou, adiantando que o município definiu como objetivo, no próximo ano letivo, ter “um polo do ensino tecnológico e profissional”, para dar resposta às empresas.

Considerando ser “particularmente importante o caminho que está a ser feito” com a recente criação da Universidade de Leiria e Oeste (ULO)”, o autarca assinalou que representa uma visão diferente do território, em que “o conhecimento assume um papel determinante”.

“Mas, para que funcione, é necessário ter a coragem de descentralizar o conhecimento e trazê-lo, por exemplo, para Castanheira de Pera”, com benefícios também para os outros concelhos do norte do distrito.

Ao primeiro reitor da ULO, Carlos Rabadão, também presente, António Henriques sugeriu “aprofundar este caminho”.

O presidente da Câmara de Castanheira de Pera salientou ainda que “as políticas educativas têm de estar articuladas” com as políticas de habitação, emprego, saúde, mobilidade, apoio às famílias e desenvolvimento económico, sustentando que “não há uma única medida que, por si só, resolva os problemas demográficos destes territórios”.

Já a diretora do agrupamento de escolas, Inês Alexandre, lembrou ao ministro que é necessário “garantir professores para todas as disciplinas” e estabilidade, defendendo ainda que os pequenos agrupamentos de escolas precisam de “políticas que reconheçam a sua especificidade” e “valorizem aquilo que fazem”.

“Optei por estar na Região Centro (…) precisamente para dar esse sinal de que o Governo está atento a todos os territórios, porque o nosso lema é, precisamente, garantir a igualdade de oportunidades em todo o território nacional no acesso a um ensino de qualidade”, garantiu Fernando Alexandre, admitindo que este “é um exercício muito difícil”, mas é algo para o qual se tem de estar sempre a caminhar de forma planeada, consistente e sustentada.


Deixar um comentário