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“Onde estão as esculturas?”

A tempestade Kristin danificou a escultura “Futuro”, no jardim da Almuinha Grande, e uma peça em homenagem às peixeiras, na Praia do Pedrógão. Recuperação será “equacionada oportunamente”, diz autarquia de Leiria

Duas esculturas brancas de figuras humanas, inclinadas e próximas do chão, estão num espaço verde. Ao fundo, veem-se edifícios, estruturas em construção e um castelo no alto de uma colina.
FOTO: Joaquim Dâmaso

Com a tempestade Kristin, algumas obras do concelho de Leiria ficaram danificadas. Foi o caso da escultura “Futuro”, no jardim da Almuinha Grande, em Leiria, e da escultura “Emergir”, em homenagem às peixeiras, na Praia do Pedrógão. Passados oito meses, por que motivo ainda não voltaram a ser colocadas as obras?
Fernando Oliveira, Leiria

A tempestade Kristin não poupou ninguém e nem mesmo algumas obras existentes em locais públicos do concelho de Leiria ficaram imunes. Foi o caso da escultura “Futuro”, peça assinada por Ricardo Romero, que desde dezembro de 2021 estava numa das entradas do jardim da Almuinha Grande.

A obra, constituída por duas figuras – uma mulher e uma criança -, com cerca de 6,5 metros de altura e 3,7 metros de diâmetro, vergou, após a tempestade de 28 de janeiro de 2026, e foi retirada do local algumas semanas depois. Também na Praia do Pedrógão, uma peça do mesmo artista, inaugurada em junho de 2025, na rotunda junto ao mercado municipal daquela praia, ficou danificada. A figura de uma mulher, uma peixeira com um cesto à cabeça, partiu junto à base, e foi arrastada alguns metros.

Questionada sobre a reposição das esculturas, a vereadora Anabela Graça, com o pelouro da Cultura na Câmara de Leiria, explica que as “obras foram danificadas pela tempestade Kristin e encontram-se atualmente acondicionadas e em segurança”.

“O município está a acompanhar a situação e, atendendo às prioridades de intervenção e aos recursos disponíveis, a sua recuperação será equacionada oportunamente”, refere, justificando que a demora com a reposição está relacionada com “uma decisão de gestão e de definição de prioridades na conservação do património artístico municipal”.