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“Uma estrela”, um conto de Natal de Manuel Alegre

Ninguém, nem mesmo os mais duros, os que faziam gala em dizer que o Natal para eles não significava nada, nem mesmo esses conseguiam disfarçar uma sombra no olhar.

Duas mãos em concha seguram uma estrela vermelha sobre um fundo branco. A pessoa veste uma camisola de malha cinzenta.

Todos os anos, pelo Natal, eu ia a Belém. A viagem começava em Dezembro, no princípio das férias.


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