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Trabalhadores do Grupo Vidrala retomam greve hoje por melhores condições laborais

A paralisação retoma às 21 horas desta sexta-feira, na Gallo Vidro, e às 5 horas do dia 14 de abril na Santos Barosa, na Marinha Grande.

Uma faixa colocada num espaço relvado anuncia uma greve de trabalhadores vidreiros por aumentos salariais dignos. Ao fundo veem-se edifícios, árvores e um posto de combustível.

Os vidreiros das empresas Gallo Vidro e Santos Barosa, pertencentes ao Grupo Vidrala, da Marinha Grande, retomam hoje a paralisação, que se estenderá até ao dia 15.

A greve foi convocada pela Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (FEVICCOM) na sequência da inflexibilidade e indisponibilidade negocial da administração do grupo, que voltou a recusar uma reunião proposta pelos sindicatos.

Já havia sido realizada uma primeira greve entre os dias 25 e 29 de março, que contou com a adesão de 900 trabalhadores.  

A greve retoma hoje às 21 horas, na Gallo Vidro, e termina às 5 horas de domingo. Na Santos Barosa, o protesto começa às 5 horas do dia 14 de abril e termina às 5 horas do dia seguinte. Os trabalhadores vão concentrar-se junto às fábricas, dia e noite, como forma de protesto contra o que consideram ser uma “situação insustentável”.

Em comunicado, a FEVICCOM declara que aumentaram “a produção de garrafas no dobro, no espaço de dois anos, com o mesmo número de trabalhadores”, no entanto, “o absentismo triplicou devido à exaustão, cansaço e acidentes de trabalho”.

A mesma fonte denuncia o ambiente de trabalho tóxico, as “temperaturas de zonas de trabalho acima dos 55 graus centígrados, ruído acima dos 105 dB, o ar impregnado de vapores de produtos químicos e óleos, incêndios em que somos a primeira linha de intervenção, queimaduras, entalamentos e esmagamentos de membros, doenças profissionais”.

A paralisação ocorre dias após a publicação de uma notícia onde a administração do Grupo Vidrala afirma que o salário médio bruto dos trabalhadores ultrapassa os dois mil euros mensais. A FEVICCOM discorda, mencionando que, apesar dos lucros recorde em 2024, os trabalhadores continuam a ser alvo de desrespeito e desconsideração.

O sindicato mostra-se disponível para dialogar, mas garante que os protestos continuarão enquanto não forem atendidas as exigências mínimas de dignidade laboral.