A Cercina – Cooperativa de Ensino, Reabilitação, Capacitação e Inclusão da Nazaré admite recorrer a ajuste direto para garantir a requalificação do antigo centro comunitário do Rio Novo e a aquisição de equipamento, uma intervenção necessária para permitir a ampliação do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) da instituição.
Depois de um primeiro concurso ter ficado deserto, o segundo procedimento terminou na quarta-feira, sem sinais de concorrência até ao dia anterior.
O valor mantém-se inalterado face ao primeiro procedimento e contempla uma empreitada de obras públicas, no montante de 441.805,89 euros, e a aquisição de equipamento móvel, no valor de 124.740 euros, ambos sem IVA, permitindo duplicar a capacidade do CACI, de 15 para 30 vagas.
Atualmente, o CACI funciona de forma provisória na sede da Cercina, acolhendo 15 utentes.
Para o presidente do Conselho de Administração da Cercina, Joaquim Pequicho, a situação é insustentável: “Este projeto é essencial para todos. É um sufoco porque não têm aparecido empresas para a obra, que é necessária”. Perante a falta de concorrentes e os prazos exigidos pelo PRR, é apontada outra via.
“Caso não haja concorrentes, teremos de avançar com um ajuste direto, porque já estamos a correr contra o tempo, das necessidades das pessoas e em função das regras do programa PRR”, acrescentou o dirigente.