Qual o potencial de divertimento de uma simples folha A4 branca? Enorme, comprovaram Diogo Monteiro e João Gonçalo Lopes numa manhã do Laboratório Nómada do Brincar (LNB). Um dos exercícios do projeto que o Colectivo Til levou a circular por três escolas da região, consistiu em dar uma folha a cada um dos alunos do 1º Ciclo. “A ideia era explorar as propriedades [do papel], sem propor mais nada. Não sabíamos como ia ser”. Admitiram que a “coisa” morresse ali. Mas não: das folhas nasceram máscaras, sons – “às tantas, quase uma orquestra” -, construções, aviões, lutas de bolas de papel… “Não interessa se era só um papel – os alunos entusiasmaram-se igualmente”.
Após consultar os “especialistas” é a vez de levar os adultos de volta ao “estado de exceção” que é brincar
O projeto Laboratório Nómado do Brincar andou por escolas de Leiria, Batalha e Marinha Grande a perceber qual a “faísca” que leva à brincadeira. Agora, o Colectivo Til experimenta a fórmula com outras idades, a começar pelo festival A Porta, já a partir deste domingo, 7 de junho.