São 14 as freguesias do concelho de Ourém que vão beneficiar de um apoio de 497 mil euros para ajudar na recuperação de equipamentos após a passagem da tempestade Kristin, a 28 de janeiro.
“Estamos a falar de edifícios, casas mortuárias, cemitérios, parques de lazer”, adiantou à agência Lusa o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, reforçando que “muitas freguesias têm património público que foi severamente afetado”.
O autarca destacou ainda que, “ao contrário dos municípios, que têm tido pouco, mas têm tido algum apoio por parte do Governo, com a transferência de algumas verbas para o ressarcimento desses custos com a intempérie”, as freguesias, no seu conhecimento, “não tiveram qualquer tipo de apoio”.
“Todos nós sabemos que hoje os orçamentos das juntas de freguesia são diminutos e, obviamente, as juntas têm muitas dificuldades para a gestão do seu dia-a-dia”, disse.
Após o levantamento de danos causados em edifícios e espaços públicos pela depressão Kristin, foram reportados ao município “mais de um milhão de euros de prejuízos” em 14 de 16 juntas do concelho.
Segundo a Câmara Municipal de Ourém, o apoio será distribuído consoante o levantamento de prejuízos por cada freguesia, tendo a União de Freguesias de Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais apresentado um maior levantamento de danos.
Paralelamente, não reportaram danos as freguesias de Gondemaria e de Nossa Senhora das Misericórdias.
“Analisámos esses mapas que nos foram enviados e houve algumas situações que não foram consideradas, porque entendemos que não se justificava, e selecionámos como sendo elegíveis para o apoio municipal 995 mil euros”, referiu Luís Albuquerque, avançando que a proposta, que terá de ser submetida à Assembleia Municipal, passa por dar “um apoio de 50% para cada junta de freguesia de acordo com esse reporte”.
Para o apoio foram considerados todos os valores apresentados, “com exceção das despesas inferiores a 5 mil euros submetidas pelas freguesias”, disse fonte do município ao REGIÃO DE LEIRIA, acrescentando que “os restantes 50% terão de ser financiados pelas juntas de freguesias”.
Segundo o presidente do Município, os prejuízos das juntas de freguesia não tem merecido destaque: “Estamos a falar também de edifícios públicos, tal como estradas que são municipais, edifícios municipais, estes também são públicos, embora não dos municípios. E, por isso, não havendo até agora, pelo menos que nós saibamos, esse tipo de apoios por parte do Governo para as juntas de freguesia, entendemos fazer esse tipo de apoio, porque nos parece justo, porque senão nunca mais conseguem recuperar aquilo que foi danificado”.