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PSP celebra 159 anos em Leiria e lembra que “segurança que é um ativo económico nacional”

Diretor nacional da PSP sublinhou que os agentes estiveram ao lado da população nos momentos mais difíceis, como foi o caso da tempestade Kristin.

FOTO: Joaquim Dâmaso

Leiria recebeu esta quinta-feira, dia 2, as comemorações nacionais do 159.º aniversário da Polícia de Segurança Pública (PSP), numa cerimónia presidida pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves.

A escolha da cidade para as comemorações oficiais pretendeu destacar a resposta da região à tempestade Kristin e homenagear os polícias e todas as entidades que contribuíram para a recuperação da normalidade nos meses que se seguiram.

No discurso da sessão solene, Luís Carrilho, diretor nacional da PSP, considerou que celebrar o aniversário da instituição em Leiria simboliza a capacidade da comunidade em ultrapassar a adversidade, sublinhando que os agentes estiveram ao lado da população nos momentos mais difíceis. “A missão da PSP é servir a comunidade e estar presente quando os cidadãos mais precisam”, afirmou.

O diretor nacional anunciou que a PSP pretende atingir os 25 mil trabalhadores, entre polícias e pessoal técnico, até 2035, através de uma estratégia de recursos humanos que prevê o reforço dos concursos de admissão e da formação. Atualmente, esse número está nos 20 mil elementos.

Em 2026, a PSP vai ter, “pela primeira vez desde há muitos anos, dois cursos”, cadência que é para continuar, afiançou, mais tarde aos jornalistas, para salientar que “Portugal é um país extremamente seguro”. “Os turistas, as pessoas que escolhem Portugal para se fixar, os estrangeiros para visitar, os portugueses que aqui vivem, vive-se bem em Portugal e deve-se, sem dúvida, à nossa cultura, às nossas gentes, mas deve-se, também, à segurança que é um ativo económico nacional”, considerou.

Ainda durante o discurso, Luís Carrilho destacou também que a instituição continua a adaptar-se às novas exigências da sociedade, apontando como prioridades o reforço da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) e a preparação do dispositivo de segurança para o Campeonato do Mundo de Futebol 2030, que Portugal vai organizar em conjunto com Espanha e Marrocos, lembrando que Portugal continua a ser reconhecido como “um dos países mais seguros do mundo”, atribuindo esse resultado ao trabalho diário desenvolvido pelos agentes da PSP.

“Somos conhecidos, nós PSP e nós Portugal, pela grande capacidade de organização de eventos e, sobretudo, pela grande capacidade de organização de grandes eventos”, declarou, exemplificando com a Jornada Mundial da Juventude em 2023 ou o Euro 2004, certo de que em 2030 “o Campeonato do Mundo será também um sucesso”.

O superintendente-chefe salientou também que neste aniversário não se celebra apenas o passado, mas também “uma instituição plenamente preparada para o futuro, que soube acompanhar a evolução da sociedade portuguesa e que continuará sempre a adaptar-se às novas ameaças e a modernizar-se e a investir nas pessoas”.

Aos polícias agradeceu a competência, disponibilidade, coragem e, “sobretudo, pelo profundo sentido de serviço público que demonstram todos os dias”.

“Os portugueses, quem escolhe Portugal para visitar, para viver ou para trabalhar, podem continuar a confiar na sua polícia, na Polícia de Segurança Pública”, acrescentou Luís Carrilho, garantindo que esta força “continuará, como sempre, presente pela proximidade e próxima na segurança”.

Também o ministro da Administração Interna destacou o significado de realizar as comemorações, habitualmente realizadas em Lisboa, na cidade de Leiria, recordando o impacto da tempestade Kristin e defendendo que a segurança se constrói através da prevenção, da coordenação entre instituições e da presença permanente do Estado junto das populações.

Luís Neves defendeu uma PSP “preparada para responder aos desafios” de uma sociedade em constante mudança, sustentada em cinco pilares: “proximidade, presença, cidadania, inovação tecnológica e especialização no contexto urbano”.

O governante realçou que a modernização da instituição depende não apenas da legislação ou da tecnologia, mas também da liderança e da valorização dos profissionais, defendendo um policiamento de proximidade que reforce a confiança dos cidadãos. “O cidadão precisa de sentir a presença da polícia”, disse.

As celebrações incluíram ainda a entrega dos Prémios de Segurança Pública, a nove polícias por atos de coragem e dedicação, nomeadamente em operações de salvamento de vítimas de incêndios, resgates e evacuações de emergência, realizados no ano de 2025, bem como uma homenagem aos agentes que perderam a vida em serviço.

As cerimónias encerraram com um desfile apeado e motorizado por todas as valências da PSP, sob o calor intenso que se fazia sentir, às 12h30, na cidade de Leiria.

No final, questionado sobre o reforço do número de efetivos para o comando distrital de Leiria da PSP, Luís Carrilho e Luís Neves não adiantaram qualquer dado, referindo apenas que há novos agentes a concluir os cursos da PSP e, sempre que necessário, efetivos são mobilizados ou deslocalizados para a região.