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Emergência: Leiria lança projeto-piloto de Rede de Farmácias de Referência

O projeto deverá arrancar com “sete a dez farmácias estrategicamente distribuídas pelo concelho”. Contempla ainda a criação de um grupo técnico de acompanhamento e realização de exercícios em matérias de Proteção Civil.

Projeto tem como objetivo "garantir que o acesso aos medicamentos não falhe às pessoas"

A Câmara de Leiria e a Ordem dos Farmacêuticos anunciaram na passada semana o lançamento de um projeto-piloto para criação da primeira Rede de Farmácias de Referência para situações de emergência e catástrofe em Portugal.

Numa nota de imprensa, a autarquia explica que o projeto resulta da experiência adquirida na sequência da depressão Kristin, que afetou gravemente o concelho e “evidenciou a necessidade de integrar as farmácias, de forma estruturada, nos mecanismos municipais de Proteção Civil”.

Segundo adiantou Ana Valentim, vereadora com o pelouro da Saúde, à agência Lusa, o projeto deverá arrancar em outubro, com assinatura de um protocolo entre as duas entidades.

“É importante ter esta rede, para garantir que o acesso aos medicamentos não falhe às pessoas”, adiantou ainda a autarca, dando conta de danos registados numa farmácia, enquanto outras ficaram sem eletricidade e sistemas de comunicação.

Já a Câmara explica que a iniciativa visa aumentar a capacidade de resposta do concelho, “reduzindo a dependência de iniciativas isoladas e assegurando o acesso contínuo da população aos medicamentos e aos serviços farmacêuticos, mesmo em situações de emergência e catástrofe”.

A adesão das farmácias ao projeto é “voluntária e organizada em três níveis de preparação, permitindo uma integração gradual de acordo com a capacidade” de cada estabelecimento.

O primeiro nível contempla medidas básicas de preparação, o segundo reforça a capacidade de assegurar a continuidade do serviço e o terceiro corresponde à integração como Farmácia de Referência Municipal, “destinada às unidades que cumpram requisitos técnicos e operacionais mais exigentes”, acrescenta.

“As farmácias de referência municipal serão selecionadas com base em critérios de cobertura territorial, capacidade operacional e requisitos técnicos, incluindo segurança das instalações, autonomia energética, comunicações, manutenção da cadeia de frio e cibersegurança”, adianta ainda a autarquia.

A Câmara prevê que, numa primeira fase, “a rede seja constituída por sete a dez farmácias estrategicamente distribuídas pelo concelho”, além de um grupo técnico de acompanhamento, a realização de exercícios em matérias de Proteção Civil e uma fase-piloto de seis meses para testar e aperfeiçoar o modelo.


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