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Trinta segundos de atraso no Euromilhões valeram prémio de 100 mil euros em raspadinha na Batalha

Cliente entrou na Papelaria Condestável com a intenção de apostar no Euromilhões. No entanto, já passavam trinta segundos das 19 horas e o sistema já não permitia o registo do boletim. Apostou na raspadinha e ganhou.

Um atraso de apenas 30 segundos acabou por mudar a vida de um cliente de uma papelaria da Batalha. O episódio aconteceu há alguns dias na Papelaria Condestável e terminou com um prémio de 100 mil euros numa raspadinha.

Cliente habitual do estabelecimento, e residente na região, o homem entrou na papelaria com a intenção de registar uma aposta no Euromilhões. No entanto, já passavam trinta segundos das 19 horas, hora de fecho das apostas, e o sistema já não permitia o registo do boletim.

O que aconteceu a seguir parece saído de um filme. Sem conseguir jogar no Euromilhões, o cliente decidiu comprar uma raspadinha “50X”, no valor de cinco euros. Foi essa decisão de última hora que lhe valeu o prémio máximo do jogo: 100 mil euros.

Insólito caso ocorreu em papelaria no centro da vila da Batalha

“O cliente entrou trinta segundos depois das sete e pediu para fazer o Euromilhões para hoje. Tive de responder que já não dava, porque o sistema tinha encerrado precisamente trinta segundos antes”, recorda Rui Pereira, proprietário da Papelaria Condestável.

Perante a impossibilidade de validar a aposta, o cliente não desistiu de tentar a sorte. “Então dê-me uma raspadinha de cinco euros”, pediu.

Segundo Rui Pereira, esta não foi a primeira vez que alguém chegou tarde para registar uma aposta e acabou por escolher outro jogo. A diferença é que, desta vez, a mudança de planos traduziu-se num prémio de seis dígitos.

A Papelaria Condestável já está habituada a vender prémios de valor significativo. Em novembro de 2017 saiu uma raspadinha premiada com 10 mil euros, distinção repetida em janeiro de 2018. Mais recentemente, em 2022, foi vendido na Batalha, no Condestável Sports Caffé, outro prémio de 30 mil euros.

Neste caso, o azar inicial acabou por transformar-se numa enorme sorte.

De acordo com o responsável pela papelaria, o cliente optou por raspar apenas o código de validação da raspadinha, sem revelar os símbolos do jogo.

“Ao passar o bilhete no terminal, a máquina emitiu imediatamente o sinal sonoro de prémio. O cliente percebeu logo que tinha ganho e ficou espantado e muito entusiasmado”, conta Rui Pereira.

No ecrã surgiu a mensagem habitual para prémios superiores a cinco mil euros, indicando que o pagamento não podia ser efetuado no estabelecimento.

Esta foi a raspadinha que valeu 100 mil euros

“Disse-lhe: ‘Temos aqui um problema para resolver.’ Depois começámos a raspar a raspadinha. Iam aparecendo valores de 500 e de 1.000 euros e eu dizia-lhe: ‘Não, o problema é maior do que esse'”, relata, entre sorrisos.

O suspense manteve-se até ao último quadrado do jogo “50X”, onde surgiu a confirmação do prémio máximo: 100 mil euros.

Para Rui Pereira, a história deixa também uma reflexão sobre as voltas da vida.

“São curiosidades da vida. Aqueles trinta segundos que às vezes parecem ser para o mal, neste caso foram para o bem. Este senhor hoje pode agradecer a quem lhe atrasou o dia em trinta segundos. Talvez ao funcionário das bombas de gasolina que demorou a atender, ao homem do trator que seguia à sua frente na estrada ou à senhora que entrou na rotunda muito devagarinho. Algum deles ajudou, sem saber, a construir este dia de sorte”, conclui.