Vivemos numa época de exposição excessiva. Impelidos a um exibicionismo constante, mostramo-nos como se habitássemos uma montra. E, enquanto nos entretemos a existir “para inglês ver”, as relações humanas fragilizam-se. Comunicamos de forma apressada, cedemos à tentação do insulto fácil, habituamo-nos à queixa sistemática e perdemos a capacidade de escutar. Assim, caminhamos para uma superficialidade que nos esvazia enquanto seres humanos.
Inês Silva
Professora
ExclusivoHoje às 18:14
Em foco: A ilusão da montra
A consciência plena – que é, antes de tudo, um exercício de humildade – torna-se urgente. É ela que relativiza os aplausos e nos mostra o quão vazio é sermos tão pouco profundos nos relacionamentos que vamos tendo ao longo do nosso trajeto, mesmo quando alguns já vêm de longe.