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Hugeek: Associação Fazer Avançar

Com o reconhecimento e prémio CIDADANIA atribuído pelo REGIÃO DE LEIRIA – Grupo Lena, surgiram umas quantas perguntas sobre a forma como são criados projetos na Associação Fazer Avançar (AFA) e como tentamos ser agentes de transformação social.

Hugo Menino Aguiar, presidente da Associação Fazer Avançar hma@fazeravancar.org

Com o reconhecimento e prémio CIDADANIA atribuído pelo REGIÃO DE LEIRIA – Grupo Lena, surgiram umas quantas perguntas sobre a forma como são criados projetos na Associação Fazer Avançar (AFA) e como tentamos ser agentes de transformação social.

Nós acreditamos que a motivação e capacidade dos jovens pode fazer uma diferença real na sociedade, e por isso trabalhamos para sensibilizar, formar e mobilizar jovens.

Na AFA, aprendemos a identificar problemas sociais, a conhecer os problemas sociais e a perceber os seus detalhes, aprendemos a criar soluções sustentáveis, eficientes e escaláveis. Aprendemos a testar, a errar e a medir os nossos resultados e impacto social.

Neste exercício crescemos e tornamo-nos mais capazes para um dia mais tarde, dentro ou fora da AFA, fazer a diferença. Também existe um programa de formação interna que nos ajuda a desenvolver as competências que mais precisamos. Às vezes as soluções que criamos são bem construídas e dão lugar a projetos como o SPEAK que possibilita a qualquer pessoa aprender uma língua e cultura de forma gratuita, e que visa promover a diversidade cultural e a integração de imigrantes nas cidades onde vivem; o Eu Desportivo que permite a qualquer jovem/criança praticar um desporto independentemente do seu contexto cultural, financeiro ou social; o Happiness Club que pretende mostrar a importância decisiva que a felicidade pode ter nas nossas vidas pessoais e profissionais e o Faz-te à vida! que promove a iniciativa juvenil e diz arrisca, não tenhas medo de falhar e partilha os teus erros.

Sozinhos não conseguimos dar respostas sociais. É cada um de nós no conjunto que faz a diferença. São as parcerias e o conhecimento de outros que trabalham na mesma área social ou que se preocupam com os mesmos problemas.

Resultados de um inquérito recente mostram que os jovens querem mudar o mundo. Há rebeldia sim, mas também há irreverência, motivação e muita capacidade na juventude. Força agentes de transformação social!

(texto publicado na edição de 11 de julho de 2013)