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Olhares: Maria Teresa, a avó

A vida é como uma viagem no mar da história, com frequência enevoada e tempestuosa, uma viagem na qual perscrutamos os astros, as estrelas que nos indicam a rota.

David Barreirinhas, pároco de Formigais, Ribeira do Fárrio e Rio de Courospadrebarreirinhas@gmail.com
David Barreirinhas, pároco de Formigais, Ribeira do Fárrio e Rio de Couros padrebarreirinhas@gmail.com

A vida é como uma viagem no mar da história, com frequência enevoada e tempestuosa, uma viagem na qual perscrutamos os astros, as estrelas que nos indicam a rota. Na nossa vida, as verdadeiras estrelas e os verdadeiros astros foram, são e continuarão a ser certamente aqueles a quem recordamos com saudade: os nossos pais, os nossos avós, aqueles que nos legaram a vida e os valores pelos quais procuramos nortear a nossa forma de viver.

Hoje recordo uma dessas estrelas: a minha avó Maria Teresa, uma das mulheres da minha vida. Nascida a 29.11.1914, na Moita da Roda, faleceu a 07.05.2006. Na celebração do centenário do seu nascimento, não posso deixar de recordar a mulher, a esposa, a mãe, a avó. Quantas recordações!

Nesta minha crónica mensal, evoco a sua memória e para ela deixo uma palavra de gratidão:

“Avó, sabes, não há nenhum dia que não me lembre de ti, do teu carinho, do teu amor. Eles serão eternos… Continuas viva na minha, na nossa memória e no meu, no nosso coração, sempre, nesses santuários onde guardo, onde guardamos aqueles a quem amamos, aqueles com os quais partilhamos a nossa existência! Não te esqueço, não te esquecemos! Continuo, continuamos a amar-te pois a vivência do amor ultrapassa as fronteiras do tempo e do espaço. Para sempre teu neto, David”.

Escrito de acordo com a antiga ortografia

(texto publicado na edição de 27 de novembro de 2014)