Diogo Teles, consultor de Gestão
Diogo Teles, consultor de Gestão

Se dezembro é Natal, outubro é Orçamento de Estado. Atualmente, ninguém é indiferente a tão importante documento, que sendo de Estado nos toca a todos.

Considerando que são as empresas que geram e distribuem a riqueza no país, terão estas no próximo ano melhores condições para desempenhar estas funções? Podem esperar mais burocracia, menos impostos diretos e mais custos de contexto. Ora vejamos:

– A taxa de IRC passa de 23% para 21%, mantendo-se a taxa de 17% aplicável aos primeiros 15.000 euros de matéria coletável das PME;

– Aumento dos impostos sobre o álcool e tabaco, que terá um impacto negativo principalmente nos estabelecimentos de diversão noturna;

– Aumento dos impostos sobre os combustíveis, que implicará um agravamento dos custos de logística das empresas;

– Cria-se a obrigação para as empresas com um volume de negócios superior a 100.000 euros de comunicar à Autoridade Tributária os inventários finais (stocks), até 31 de Janeiro de cada ano;

– As Tributações Autónomas, que taxam os encargos com os veículos ligeiros de passageiros (VLP), despesas de representação (p.ex. refeições) mantêm-se elevadas. A título de exemplo, numa VLP com um custo de aquisição até 25.000 euros, é aplicada uma taxa de 10% sobre todos os seus encargos. Esta taxa pode atingir 35% se o custo de aquisição da viatura for superior a 35.000 euros.

Que contarás mais 2015?

(texto publicado na edição de 6 de novembro de 2014)