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Sociedade

“Nós por cá” denuncia degradação nas Salinas da Junqueira

A decadência das Salinas da Junqueira, em Monte Redondo, Leiria, é tão evidente que já é notícia na Sic. O programa “Nós por cá” reparou e fez uma reportagem no local.

A decadência das Salinas da Junqueira, em Monte Redondo, Leiria, é tão evidente que já é notícia na Sic. O programa “Nós por cá” reparou e fez uma reportagem no local.

Para saber mais sobre as Salinas da Junqueira, recorde o texto publicado no REGIÃO DE LEIRIA a 28 de Junho de 2007:

Há um local no concelho de Leiria que é um importante ecossistema… salgado. As Salinas da Junqueira, em Monte Redondo, acolhem uma biodiversidade rica e são um local de elevado interesse geológico. Inactiva há várias décadas, a antiga salina interior continua cheia de vida, habitada por diversas espécies de aves e anfíbios. Lá até vestígios da presença de lontras já se encontraram. Além disso, a nascente salgada encontra-se numa turfeira, o que faz das Salinas da Junqueira um sítio húmido único em toda a Península Ibérica.
Por isso, e porque historicamente as salinas representam um documento de uma actividade já desaparecida na região, a Câmara de Leiria integrou o local no projecto comunitário INTERREG IIIB SAL Atlântico. O objectivo é desenvolver localmente acções de valorização, como a criação de um circuito e centro interpretativos, uma unidade demonstrativa de produção de sal e a gestão dos planos de água para aumentar as populações de aves aquáticas.
Segundo o vereador da Câmara de Leiria, Vítor Lourenço, é importante a preservação das Salinas da Junqueira por “se tratar de um ecossistema integrador de uma variedade de fauna e flora e da origem e constituição geológica de interesse científico”, o que justifica a sua valorização “com sentido pedagógico”.
No local foi já instalado um percurso, com passadeiras de madeira e infra-estruturas que permitem observar a paisagem ou realizar piqueniques, por exemplo. Mas falta manutenção, sinalética explicativa e a conclusão do projectado. Há dois anos previa-se que no final de 2007 tudo estivesse terminado. Mas não há certezas. Vítor Lourenço sublinha que está em curso a segunda fase do projecto, mas o mesmo depende “do enquadramento do programa INTERREG em conjunto com os outros parceiros”.