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Sociedade

Marinha Grande promove conferência internacional de design em Outubro

Caixas de relógios Swatch, eletrodomésticos, autocarros e até barcos “nascem” nas empresas de design industrial da Marinha Grande, onde vai decorrer um encontro internacional em Outubro.

Caixas de relógios Swatch, eletrodomésticos, autocarros e até barcos “nascem” nas empresas de design industrial da Marinha Grande, onde vai decorrer um encontro internacional em Outubro para mostrar as potencialidades das unidades fabris do concelho.

Um dos objetivos das Primeiras Conferências Internacionais de Design é o de mostrar à indústria nacional as potencialidades existentes no parque industrial da Marinha Grande, que tem entre os seus clientes das mais reputadas marcas a nível mundial.

Numa conferência de imprensa realizada hoje para apresentar o encontro, o presidente da Câmara local, Álvaro Pereira, afirmou que o evento será um instrumento de “promoção do desenvolvimento nas áreas do empreendedorismo, inovação, criatividade e competitividade nos mercados nacionais e internacionais”.

O diretor executivo de uma das empresas, a Grandesign, considera ainda que a iniciativa, a realizar entre 22 e 30 de Outubro, servirá para “transmitir à indústria nacional a capacidade que existe na Marinha Grande no design industrial”, possibilidade que tem sido aproveitada apenas nas feiras internacionais.

“Existe um défice de conhecimento e há empresas portuguesas que recorrem ao estrangeiro para desenvolver os seus produtos, desconhecendo que grandes marcas internacionais já trabalham com as nossas empresas”, acrescentou João Ornelas.

Rui Soares, representante do Centimfe – Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos, também lamentou que, por vezes, não haja “reconhecimento interno do que aqui é feito”.

Por isso, as empresas e institutos parceiros no projeto vão convidar os seus clientes para dar a conhecer e divulgar o design industrial made in Marinha Grande.

Para Jorge Santos, da direção da Nerlei – Associação Empresarial da Região de Leiria, esta é uma “oportunidade para, em termos nacionais e internacionais, mostrar que Portugal não tem apenas mão-de-obra barata, mas capital intelectual”.

O empresário da Vipex, que desenvolve produtos tais como embalagens para iogurtes e telemóveis para grandes marcas nacionais e internacionais, salienta que na Marinha Grande existe “grande qualidade” na área do design “nas diferentes áreas”.

Portugal tem “gente capaz de competir lá fora com produtos de alto valor agregado”, pelo que este encontro é uma “porta aberta para criar confiança”, acrescentou Elisabete Antunes, da Associação Nacional de Design.

Com um orçamento de 86.000 euros, comparticipados em 80 por cento com o financiamento do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), a iniciativa conta ainda com exposições e workshops onde serão também apresentados trabalhos de investigação de professores da Escola Superior de Arte e Design, de Caldas da Rainha.

Segundo dados da Cefamol – Associação Nacional da Indústria de Moldes, o setor tem cerca de 530 empresas em Portugal, que empregam 8.200 pessoas.

“No ano passado, a exportação rondou os 310 milhões de euros, que correspondem a 90 por cento da produção”, explicou à Lusa o secretário geral da Cefamol, Manuel Oliveira.

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