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Sociedade

Há 19 anos que não existia um fogo assim em Castanheira de Pêra

O incêndio que lavra desde quarta-feira em Castanheira de Pêra é o maior desde há 19 anos, lamenta o presidente da Câmara, Fernando Lopes. Bombeiros denunciam origem criminosa de um outro fogo.

O presidente da Câmara de Castanheira de Pêra, Fernando Lopes, disse hoje à Lusa que “há 19 anos que não existia um fogo assim” no concelho.

O incêndio, que lavra desde as 13:30 de quarta-feira em Castanheira de Pêra, destruiu uma viatura dos bombeiros e ameaçou as aldeias de Botelhas, Palheira e Torgal.

Neste momento há focos de incêndio no Coentral e duas frentes ativas, estando o combate a ser dificultado sobretudo “pelo vento e pelo difícil acesso a uma zona de declive acentuado”, descreve o autarca, sublinhando que “para já encontra-se distante das casas”.

O combate às chamas mobiliza, segundo a página da internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil 304 bombeiros, 28 elementos do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro da GNR, quatro do Grupo de Análise e Uso de Fogo, cinco membros da Força Especial de Bombeiros, cinco sapadores florestais, num total de 348 operacionais, apoiados por 75 viaturas.

Para o concelho foram esta manhã acionados três helicópteros Bombardeiro Pesado.

O incêndio, que chegou a ter três frentes ativas, alastrou para Pedrógão Grande, mas já se encontra dominado naquele concelho vizinho, informaram hoje à Lusa o presidente do município, João Marques, e o comandante dos bombeiros locais, Augusto Arnaut.

Entretanto, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Castanheira de Pêra está convicto que um outro incêndio que deflagrou em Castanheira de Pêra se tratou de fogo posto.

“Este novo incêndio ameaçou as povoações de Gestosa Cimeira e Casal, mas está completamente dominado. Não o posso provar, mas estou certo que teve origem criminosa, até porque apareceu a quatro quilómetros das chamas que estamos a combater desde o início da tarde”, sublinhou José Domingues.

No combate aos fogos, uma viatura de comando acabou por ser consumida pelas chamas, informou o comandante, salientando o facto de não existirem quaisquer feridos a lamentar.

Lusa