Procurar
Assinar

Subscreva!

Newsletters RL

Saber mais

65 animais de associação estão em risco de vida

Faltam oito dias e não há solução à vista. A Associação Protectora dos Animais Abandonados de Fátima não conseguiu encontrar um terreno para o abrigo e está sem destino para 65 animais

Faltam oito dias e não há solução à vista. A Associação Protectora dos Animais Abandonados de Fátima (APAAF) ainda não conseguiu encontrar um terreno para instalar o abrigo da associação e não tem destino a dar a 65 animais.

Desde Setembro, altura em que foi notificada pelo proprietário do terreno na localidade de Pessegueiro, Batalha, para abandonar o espaço, que Céu Romeiro, presidente da associação, reuniu por diversas vezes com autarcas da Batalha e Ourém e o proprietário. Todavia, ainda não conseguiu encontrar solução.

“As pessoas estão dispostas a ajudar mas tudo demora o seu tempo e está complicado conseguir encontrar um lugar em condições, que receba todos os animais, até ao final do ano. Estou muito preocupada com o futuro dos cães”, refere.

Uma das hipóteses para resolver o problema passa pela legalização do terreno, sendo necessário realizar o levantamento topográfico e registar o terreno como pertencente à APAAF. No entanto, a responsável esclarece que não tem dinheiro para realizar o levantamento e não o consegue realizar em tão curto espaço de tempo.

“Preciso de mais uns dias. Não consigo tirar 65 animais dali em tão pouco tempo e a alternativa que tenho – outro terreno que uma pessoa amiga da associação não se importa de doar – precisa de obras antes de acolher os cães”, afirma Céu Romeiro.

Várias associações da região foram contactadas pela presidente para acolher alguns animais, mas o número de respostas ainda não é suficiente para todos os pedidos. Sem saber mais a quem recorrer, Céu Romeiro diz estar “em desespero profundo”.

“Uma coisa é certa, na rua não coloco os animais. Alguns deles vieram de lá, em muito mau estado e não vão voltar para lá. Até já falei com o veterinário, na eventualidade de, em desespero, ter que abater os animais”, lamenta.

 

Marina Guerra
marina.guerra@regiaodeleiria.pt



Secção de comentários

  • Ana disse:

    Tanto dinheiro mal gasto em novos santuários…. se fizessem alguma coisa de útil com o dinheiro. Apregoar o bem e nunca por nada em prática… nisso são eles bons, e mesmo assim as pessoas insistem em doar cada vez mais. Não entendo tanta ignorância!!!! E depois querem crentes… cada vez tenho mais a certeza que tudo não passa de uma grande encenação… acredito no que vejo… ganancia…ostentação… mentira. Afinal o deus que essa gente diz representar, era humilde, praticava o bem, ajudava os necessitados, e era pobre… hipócritas!!!!

  • Maria disse:

    Meus Deus Será possivel?? Ourém com um canil de abate?? E que tal deixar de ser canil de abate e passar a acolher os animais da associação…Talvez fosse uma boa solução? Mesmo carecendo de obras uma vez que não está preparado para tantos pois os que para lá vão não voltam a sair.

  • Ines disse:

    Pena que com tanta doação feita ao santuário haja dinheiro para todos os anos andar a construir novos acessos, decorações e obras de remodelação e não haja dinheiro para ajudar os outros filhos de Deus. Talvez devessem aprender com S. Francisco de Assis umas lições de humildade.

Deixar um comentário

Artigos relacionados

Subscreva!

Newsletters RL

Saber mais

Ao subscrever está a indicar que leu e compreendeu a nossa Política de Privacidade e Termos de uso.