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Desporto

Luís Santana: “Saio desiludido com as decisões da autarquia”

Presidente da direção do Clube Popular e Recreativo da Pocariça durante oito anos, Luís Santana deixou o cargo e foi surpreendido com um jantar surpresa organizado por amigos e sócios do clube, no passado sábado

Presidente da direção do Clube Popular e Recreativo da Pocariça durante oito anos, Luís Santana foi surpreendido com um jantar surpresa organizado por amigos e sócios do clube, no passado sábado, dia 21, na sede da coletividade.

Além de ter sido presidente, Luís Santana foi também jogador de futebol durante três épocas e ocupou durante um ano o cargo de presidente da Assembleia Geral.

Sai do CPR Pocariça ao fim de oito anos como presidente da direção. Fez tudo aquilo que gostaria?
O meu maior sonho, e sendo um ex jogador de futebol 11, era que Estádio das Oliveirinhas batesse um record do Guiness pelas características do seu relvado: metade verde e metade vermelho. Seria ainda uma homenagem a Portugal e ao associativismo português, pois a bancada iria ficar com o nome de Portugal, escrito com cadeiras amarelas. Mas olhando para trás muitos projetos foram concretizados: o Euro 2004 em ecrã gigante, o chão no gimnodesportivo, cadeiras e balneários, o chão de pinho no salão de festas , o camarote e camarim, o Old Bar, a Taverna do Rei Don Dinis, uma carrinha nova, uma sala de troféus, galeria dos presidentes, biblioteca, ,jornal do clube , escola de dança, ballet, kikbox, chinquilho, bordados, escolas, seniores masculinos e femininos de futsal, a velha guarda,  a nova imagem de todo o complexo por fora em vidro e chapa, o 1958 CAFFÉ, a churrasqueira, a passagem aérea para o gimnodesportivo, a atualização dos estatutos, toda a documentação em fotografias da década de 50 até aos dias de hoje, e o site cprpocarica.com .

Qual o motivo da sua saída?
Saí porque fui eleito pela oitava vez e cumpro a minha promessa. Prometi ao grande diretor José Morouço que enquanto ele fosse vivo eu estaria ao seu lado. Este grande senhor esteve ao serviço do clube durante 35 anos e deixou-nos em 2011. Outra das razões da minha saída é a minha desilusão perante as decisões recentes da autarquia. A Câmara de Leiria esteve presente na colocação da primeira pedra (do escultor Abílio Febra) do Estádio das Oliveirinhas no dia do Centenário da Republica (10-06-2010) Dia de Portugal. Ajudaram a colocar a primeira pedra e prometeram ao povo a realização desta obra, cujo  projeto (realizado pelo arquiteto Paulo Sousa)  tinha sido aprovado em 2009. Neste momento, a decisão da autarquia é não avançar com a obra. O clube não tem nem nunca terá partido político.  Para terminar, deixar o clube permite-me passar mais tempo com a família e aliviar o cansaço de oito anos.

Foi um impulsionador de um projeto de um campo com as cores da bandeira nacional. O projeto continua a ter pernas para andar?
Sim, claro que sim. Pocariça é grande e isso nota-se pois temos o gimnodesportivo “A Portuguesa”, o mais antigo do concelho de Leiria. Se houver verba, ajudarei em tudo o que puder para que este sonho se realize.

O que leva de melhor nestes oito anos como presidente do CPR Pocariça?
O espírito de equipa, o companheirismo e entreajuda de um povo que diz ‘estou presente’. As remodelações que foram feitas por nós (80 diretores e diretoras). Os projetos que, sem dúvida, foram muitos e bons. O orgulho de saber que fiz o bem em proveito de todos. O ser um presidente que sempre soube ouvir os outros colegas de trabalho. O orgulho no cinquentenário, de sermos novamente campeões em futsal em masculinos e femininos.  Mas o melhor de tudo foi ter ganho amigos para a vida, tal como os 68 que me surpreenderam com o jantar de homenagem no passado dia 21. A todos agradeço! Estão para sempre no meu coração. Viva a Pocariça.

 

Marina Guerra (textos)
marina.guerra@regiaodeleiria.pt
Sérgio Claro/Imagereporter (fotografia)

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