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Cantinho dos Bichos

E se o seu animal de estimação fosse uma cobra ou uma rã?

Emanuel Calças tem uma cobra do milho macho e uma rã albina fêmea. Joana Crespo é dona de uma cobra do milho fêmea. Para ambos, estes animais não são perigosos e muito menos repelentes

Emanuel Calças tem uma cobra do milho macho e uma rã albina fêmea. Joana Crespo é dona de uma cobra do milho fêmea. Para ambos, estes animais não são perigosos e muito menos repelentes. Se achava que era complicado ter um réptil ou um anfíbio em casa, desengane-se.

Emanuel Calças, de 15 anos, tem gosto por répteis e tem uma cobra do milho como animal de estimação

“Os répteis são fáceis de tratar e não dão muito trabalho”, quem o diz é Emanuel, dono do Ducas, que tem um ano. Mas há outro animal “estranho” nesta morada: uma rã albina, estritamente aquática, que vive num aquário. Desde cedo que Emanuel gosta destas espécies. Aos quatro anos já tentava apanhar sardaniscas. Joana Crespo e a sua família estão, há dois meses, a passar pela experiência de conviver com um réptil: “Não podíamos estar mais satisfeitos, é muito engraçado”. Dona de um coelho e de um gato persa, Joana conta que é com a cobra que tem menos gastos na alimentação: “Come um rato por semana, que é comprado congelado numa loja de animais”. Mas atenção. É precisamente no dia em que é alimentada que não é possível interagir com o “bichinho”.

E o que acontece se a cobra morder? Emanuel garante que não há problema: “Não tem dentes e por isso não se sente nada e não é perigoso porque não se trata de uma cobra venenosa”. Joana reforça esta ideia, referindo que, tal como lhe explicaram, “é como se fosse uma mordidela de um gato”.

Se está curioso, fique a saber que para ter uma cobra em casa é preciso adquirir um terrário, um bebedouro, esconderijos e um tapete de aquecimento, isto porque os répteis são animais de sangue frio e precisam de se aquecer. Já a rã vive num aquário, que deve ser limpo quinzenalmente.

Fazem-se festinhas a estes animais como a um cão ou gato? “Todos os dias pego no Ducas durante cerca de 15 minutos, exceto no dia em que come. Começo por retirá-lo do terrário e deixo-o andar pelos meus braços”, conta Emanuel. Da mesma forma, Joana Crespo confessa não ter qualquer problema em brincar com a sua cobra: “Vamos buscá-la, esperamos que ela suba para a mão e que se enrole aos dedos. Temos que deixá-la cheirar”.

Estes amantes de “bichos diferentes” partilham a mesma ideia. “Os répteis e os anfíbios são geralmente animais mal-amados devido ao medo errado que a maioria das pessoas tem”, refere Emanuel. “As cobras não fazem absolutamente mal nenhum”, atira Joana Crespo.

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