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Cantinho dos Bichos

Simba encontra uma família e novos amigos

Simba encontrou uma família, já está numa nova casa e tem a companhia de mais três cães e uma gata

O leitor recorda-se da história que o Cantinho dos Bichos contou há cerca de um mês de um cachorro que ficou “esquecido” na Clínica Veterinária de Leiria, em Parceiros? O Simba? Esse mesmo. A vida dele deu uma volta de 180 graus. Encontrou uma família, já está numa nova casa e tem a companhia de mais três cães e uma gata.

Castanho, Simba e Sibelle dividem diariamente o sofá com Floriana Antunes

“Numa visita à clínica com o Castanho [um cão rafeiro que recolheu em novembro passado], conheci o Simba e apaixonei-me. Sensibili­zou-me o facto de ele estar a viver na clínica e não numa casa”, conta Lydia Antunes, a nova dona do cachorro. A partir daí, começou a visitá-lo com frequência, na companhia de Castanho, para os sociabilizar, até que o adotou. “Agora parecem o pai e o filho. O Castanho anda sempre atrás dele para ver se está tudo bem com o Simba”, explica.

O cachorro manteve o nome mas não conseguiu recuperar do traumatismo que sofreu, um atropelamento, e a pata traseira esquerda acabou por ser amputada. Adaptado à nova realidade, faz agora as alegrias da casa. “É um cachorro que gosta de brincar, sobe e desce escadas sem dificuldades e faz a vida normalmente”, explica Lydia, que divide com a filha Floriana, de 13 anos, a paixão pelos animais. “A mãe adora animais e sem o consentimento dela era impossível ter tantos”, refere.

Na casa de Lydia, em São Romão, Leiria, uma autêntica “arca de Noé”, há ainda espaço para Sibelle, uma cadela de 14 anos, Nala, outra fêmea de 9 anos, e Princesa, uma gata. E em breve vai juntar-se outra cadela: Pintas está na associação Desprotegidos, nos Pousos, há vários meses, e vai ser adotada por Lydia. “Se puder ajudar quem necessita e, infelizmente, há tanto animal abandonado, então prefiro adotar. Acho que comprar animais é uma estupidez, eles não são nenhum objeto. Prefiro ajudar aqueles que saíram das ruas e estão ao cuidado das associações”, explica a leiriense.

Marina Guerra
marina.guerra@regiaodeleiria.pt

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