The Mayuritania Railway: Backbone of the Sahara”, uma produção hispano-norteamericana de Macgregor, tem estreia mundial marcada para o festival de curtas-metragens de Leiria Foto: LFF

As relações pessoais são a marca comum a quase todos os 22 filmes finalistas do Leiria Film Fest, que se realiza na sexta-feira e no sábado, dias 16 e 17 de março, em Leiria.

Segundo o diretor do festival, Bruno Carnide, os 22 filmes selecionados entre os 713 apresentados a concurso “têm a ver com relações das pessoas ou entre as pessoas”.

“Alguns filmes apresentam uma vertente muito pessoal do realizador, problemas pessoais que são colocados no filme, outros têm a ver com relações entre pessoas na sociedade, e outros são muito pessoais, como se o autor vivesse o que está no filme”, explica.

Cátia Biscaia, que assume com Bruno Carnide a direção do festival de curtas-metragens, sublinha que os filmes apresentados mostram que “as pessoas estão a pensar o que acontece no mundo e refletem muito isso”.

“Houve uma altura, no início do festival, em que se notava que as pessoas estavam revoltadas. No ano passado, voltaram-se mais para o amor. Hoje, olham para o mundo e as suas obras refletem isso”, em filmes sobre a posse de armas nos Estados Unidos da América ou as questões dos refugiados no Irão ou a situação política no Kosovo que são “um espelho do mundo”.

“Mesmos as animações, que normalmente refletem muito a realidade, são animações muito adultas”, frisa Bruno Carnide.

À quinta edição, o Leiria Film Fest conquistou já projeção internacional, tendo recebido filmes de realizadores de 74 países.

O festival foi ainda escolhido para a estreia mundial do documentário “The Mauritania railway: backbone of the Sahara”, de Miguel de Olaso, que assina como Macgregor, e para a exibição, pela primeira vez em Portugal, das ficções “It’s just gun”, do norte-americano Brian Robau (USA), “Forgive me”, do kosovar Besim Ugzmajli, e “Are you volleyball?”, do iraniano Mohammad Bakhshi.

A nível interno, duplicaram o número de filmes de Leiria apresentados a concurso e foi estabelecida uma parceria com o Instituto Politécnico de Leiria, com uma secção específica de filmes produzidos na Escola Superior de Artes e Design, de Caldas da Rainha.

“A nossa luta é mais interna do que propriamente externa”, sublinha Bruno Carnide, que tem tentado, com as anteriores edições do festival, incentivar a produção local.

Bruno Carnide, que também é realizador, diz que “há cada vez mais pessoas com vontade de fazer cinema em Leiria”, porque “a cidade tem todas as condições para isso”.

“Já em Lisboa, por exemplo, é muito difícil, por causa das licenças para filmar na rua. É quase proibido, custa quase 700 euros por meio dia”, nota.

O Leiria Film Fest “começa a ter uma dimensão maior”, com outro nível de organização. “Estamos no bom caminho”, conclui.

O festival decorre no Teatro Miguel Franco, em Leiria, com sessões competitivas dedicadas ao documentário, ficção, animação e Leiria e extensões dos festivais Planos e Cinanima (para famílias, no sábado de manhã) e ainda do Cinemax e Instituto Politécnico de Leiria. A entrada em todas as sessões é livre.

Mais sobre o Leiria Film Fest 2018

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